segunda-feira, 10 de abril de 2017

Sudorese Excessiva

Excesso de suor (axilas, palmas da mão) é desagradável
O fato de uma pessoa apresentar transpiração excessiva seja axilar, palmar, no couro cabeludo, traz uma imensa “aflição”, causando angustia e transtornos no relacionamento social. Isto porque a pessoa afetada com o excesso de suor fica constrangida de oferecer as mãos para um cumprimento de rotina porque logo o (a) amigo (a) que lhe estende a mão nota as palmas das mãos muito “molhadas” e, sem pensar, retira, rapidamente, a sua própria mão, com grande embaraço mútuo. Por outro lado, olhando pelo lado da mulher, é realmente constrangedor colocar uma linda blusa de seda e mesmo em ambiente de temperatura amena surgirem em ambas axilas as marcas inconfundíveis de uma transpiração excessiva e embaraçosa.

Na linguagem médica este fenômeno é chamado hiperidrose  (hiper= muito, hidro= líquido).  É óbvio que em condições de calor imenso, umidade extrema, dentro da selva amazônica, todos nós transpiramos excessivamente. Igualmente com febre elevada, alguns tipos de doença grave e infecções generalizadas, a transpiração é uma defesa para dissipar o calor. Estes casos são muito específicos e o que todos querem saber é por quê se transpira tanto sem motivo aparente.

 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Função da Tireóide e Depressão

Sintomas de depressão são comuns nas sociedades modernas.

Moléstias depressivas em que coexiste baixa autoestima, pensamentos pessimistas, perda do interesse pelas atividades habituais, insônia, e problemas pessoais de interação com a família, o trabalho, e o meio social são relativamente comuns, atingindo homens e mulheres entre 30 e 50 anos. A prevalência desta alteração psiquiátrica seria de 3 a 17% dependendo do meio cultural e social considerado. Moléstias depressivas são mais frequentes em países de longos invernos (como os países nórdicos), de sociedades muito reprimidas com elevadas exigências desde a idade escolar, competitividade sempre presente, necessidade de continuamente vencer (e nunca perder) como o Japão. É óbvio que situações de crises econômicas universais, com perda do “status” financeiro e social, desemprego, podem levar à depressão.


As depressões têm, sem dúvida, causa genética ocorrendo em famílias, com vários membros afetados. É comum encontrar-se na genealogia do paciente, parentes que cometeram suicídio. A dor constante, persistente, por doença benigna (por exemplo, artrose de coluna) ou maligna (vários tipos de tumores malignos) pode levar à depressão, mormente diante do fato de ser o mal incurável. A ansiedade contínua sempre presente, com sintomas físicos (taquicardia, sudorese palmar, excesso compulsivo na comida, vontade exagerada por doces e chocolates) e psíquicos, tais como sono interrompido (acordar várias vezes durante a noite) ou insônia propriamente dita, com dificuldade para conciliar o sono, está presente em 65% dos pacientes com depressão.

Os antigos médicos, tal como Hipocrates, descrevem a depressão como um estado melancólico, de grande tristeza e mínima comunicação com o meio social. Atribuíam a melancolia às alterações dos humores internos, o que não deixa de ser uma verdade, pois hoje em dia, a depressão tem como causa alterações nos neuro-transmissores (químicos) cerebrais.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O que fazer com a criança que “molha a cama”?

Crianças em idade escolar que “molham a cama”

O fato de crianças escolares entre 8 e 14 anos urinarem na cama durante a noite, de forma involuntária (chamada, em medicina, de enureses), é bem mais comum do que os pais julgam poder acontecer. Em estudo conduzido nos Estados Unidos, 20% dos escolares no (primeiro grau) apresentaram, ocasionalmente, enurese noturna (o nome pelo qual os médicos identificam este fenômeno). Uma minoria, ou seja, 4% dos escolares “molham a cama” mais de 4 vezes por semana. O fenômeno é muito mais comum em meninos do que em meninas (meninos 7 a 9%, meninas 3 a 6%).


As causas que levam a criança a “molhar a cama” durante o sono podem ser originarias de distúrbios emocionais. É bem conhecido o fato de que, para uma criança em idade escolar, o nascimento de um irmão ou uma irmã leva a atitudes de “ciúmes”, sensação de perda da exclusividade de ter os pais só para si, o “seu” espaço na casa terá de ser dividido e, mesmo com toda a preparação da criança durante a gravidez, os sintomas emotivos surgem no decorrer do nascimento, da amamentação e do desenvolvimento do irmão (irmã). Havendo uma causa orgânica, por exemplo, uma bexiga de baixa capacidade de armazenamento, a criança passará a não controlar a emissão de urina à noite. Pais pouco compreensivos, mal informados, ou que não falam com o pediatra, podem piorar a situação, zangando-se com a criança, chamando-a de nomes impróprios, apontando a vergonha de ter a cama molhada, enfim, piorando o sentimento de culpa da criança. Outro rude golpe emocional para criança é a separação dos pais, o fato dos pais darem mais sinais de afeto e amor a outro irmão (irmã) criando um ambiente emocional predisponente a uma manifestação física – a enurese.