sábado, 10 de março de 2007

MULHERES NA MENOPAUSA

É fato conhecido que o período de vida fértil da mulher se inicia com a menarca (primeira menstruação) e termina ao redor dos 45, 50 anos com a menopausa. Nesta época as mulheres apresentam sintomas - os fogachos, ou ‘calorões’, alterações emocionais, mudanças na libido - e param de ovular, o fim da fertilidade. Os hormônios produzidos pelos ovários ainda podem continuar por mais algum tempo depois da menopausa.

Logo após esse período surge o climatério, quando as mulheres produzem muito pouco hormônio feminino e nada de hormônio masculino. Não há ainda uma conclusão definitiva em relação a uma fase semelhante entre os homens. A andropausa ainda é muito discutível no meio científico, uma vez que os homens continuam a produzir o hormônio masculino (testosterona) até idade muito avançada.

Reposição hormonal feminina

.É consenso entre os médicos que a mulher passa a ter um ganho considerável na qualidade de vida com reposição hormonal nessa fase da vida. A reposição proporciona excelente humor, noites bem dormidas, afasta os calorões, devolve libido e desejo sexual, e ainda preserva sistema ósseo, beleza e juventude. Vamos, então, dar hormônios a todas as mulheres? Claro que não! Existem regras e convenções sobre o tema que são aceitas por quase todos profissionais. No entanto, eu compartilho da opinião que tomar atitudes de total rejeição a terapia hormonal seria pouco lógico e racional. Como sempre a virtude está em selecionar cuidadosamente as mulheres para as quais os hormônios só fazem o bem.

O método mais eficiente e prático

Há muitos anos utilizávamos injeções tanto de hormônio feminino como masculino. As aplicações eram mensais e traziam alguns efeitos colaterais a cerca de 10 a 20% das mulheres. Excesso de pelos, pele oleosa, acne, queda de cabelos. Os sintomas da menopausa regrediam dramaticamente, mas o preço era alto.

Os hormônios femininos administrados por via oral (estrógenos e progesterona) foram muito questionados ultimamente por seus efeitos no sistema cardiovascular. Eles dividiram a opinião dos especialistas quanto ao seu uso prolongado. O método mais prático e fácil é o de adesivos que transferem o estrógeno (hormônio feminino) via transcutânea. O gel de estrógeno segue o mesmo princípio e deve ser usado todos os dias.

E o hormônio masculino?

Vários estudos já provaram que o uso de pequenas doses de hormônio masculino eleva a libido da mulher, propicia condições para melhor desempenho sexual (orgasmo), lubrifica a vagina e eleva o potencial erógeno. Pode ser administrado por via oral (metil testosterona) ou, em certas circunstâncias, como implante de longa duração. Mais recentemente, emprega-se o adesivo cutâneo de testosterona em doses parcimoniosas.

Há efeitos colaterais dos hormônios masculinos?

As vantagens vão além do aspecto sexual. Após a administração do hormônio masculino nota-se melhor força muscular, melhor distribuição da gordura subcutânea. Há também um ganho na ação energética que melhora o desempenho esportivo e/ou de ginástica aeróbica. Excesso de pêlos e pele oleosa com acne sempre poderão surgir, mas diminuem ou desaparecem com breve intervalo sem o hormônio masculino.

Setores especializados já investem em novos produtos com ação de hormônio feminino, mas com menor possibilidade de induzir a efeitos colaterais como câncer de mama ou útero. Estes produtos, já testados em milhares de voluntárias, podem ser amplamente prescritos num futuro breve, após as conclusões dos estudos em curso.

Veja OnLine - MAR 2007