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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Anorexia nervosa

Prof. Geraldo Medeiros

Notícias do Reino Unido

Recente estudo pediátrico conduzido na Grã-Bretanha revelou que, em um ano, 206 meninas pré-adolescentes (até 12 anos) relataram aos médicos que tinham sérios problemas de alimentação com “virtual pavor” de engordarem. Usavam métodos conhecidos de disfunção chamada Bulimia, ou seja, abuso de laxativos, provocavam o vômitos após refeições e evitavam alimentar-se em público. Pasmem todos: entre o grupo de meninas havia uma criança de apenas 6 anos!

Este fenômeno é enquadrado no grupo de “Moléstias da Nutrição” (Eating Disorders) e causa sérios distúrbios na saúde da adolescente, no relacionamento com a família e no ambiente escolar, podendo, inclusive levar à morte, como todos nós tivemos ocasião de ler nos jornais e na televisão sobre a ditadura instalada por alguns estilistas de moda de que “magreza nunca é demais” quando se referem às Top-Models dos Fashion shows periodicamente realizados.



quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Bócio: tireoide aumentada de tamanho

Geraldo Medeiros

A tireóide pode aumentar de tamanho se faltar iodo

A tireóide, glândula situada na região cervical anterior, logo abaixo da cartilagem de mesmo nome (chamada de “Pomo de Adão”) foi, pela primeira vez, descrita com detalhes anatômicos pelo genial artista, pensador, inventor e filosofo Leonardo da Vinci. O desenho de Leonardo mostra, nitidamente, a glândula tireóide, em forma de “borboleta”, situada entre as duas artérias que levam o sangue para o cérebro (carótidas). Naquela ocasião, no século XVII pouco (ou nada) se sabia das funções desta importante glândula.

Mas o conhecimento de que a tireóide podia se mostrar aumentada, volumosa, fazendo-se saliente no pescoço é muito antigo. Os chineses já sabiam que em regiões montanhosas da CHINA, muitas pessoas tinham o “pescoço grosso, entumescido”. Empiricamente a Medicina chinesa tratava estes pacientes com “esponja do mar” que hoje sabemos conter iodo. Um historiado romano, Juvenal, ao acompanhar as tropas do exército romano que partiam para consolidar a conquista da Gália (atual França) observou que os habitantes dos Alpes apresentavam grande volume no pescoço que se denominava de “Guttur”, vocábulo em latim que deu origem à “goiter, goitre”. Em português chama-se BOCIO ou Papo. Somente no século XIX, após descoberta do iodo (1805) é que se aventou a hipótese de que regiões montanhosas, longe do mar, poderiam ter falta de iodo, o que levaria a glândula tireóide a crescer.



quarta-feira, 12 de julho de 2017

A Hipófise e a Tireoide no idoso

Geraldo Medeiros

A Hipófise é a glândula “mestra” do nosso corpo 


A Hipófise, pequena glândula com dois lobos e uma haste central, localizada logo atrás da parte superior do nariz, seria a conexão do sistema produtor de hormônios (sistema endócrino) com a região do sistema nervoso central chamada de hipotálamo. 
 Esta região do nosso cérebro “conversa” o tempo todo com a hipófise através da haste hipofisária a qual traz e leva informações que “nosso computador central”, isto é, o cérebro quer transmitir ao nosso sistema hormonal. Desta forma o Hipotálamo manda mensagens químicas para a Hipófise indicando que deve iniciar a produção de hormônio estimulador da tireóide (chamado TSH). Tal informação é realizada por um composto químico constituído por três amino ácidos o qual é denominado TRH. Por outro lado, o Hipotálamo controla os hormônios que estimulam as gônadas (tanto masculinas como femininas) enviando o GnRH à glândula Hipófise. Outros elementos químicos como o CRF e o GRF estimulam a hipófise a produzir hormônio, respectivamente das supra-renais e o hormônio de crescimento. Em resumo: O Hipotálamo é uma verdadeira fábrica de elementos químicos que controlam nossa glândula mestra: a Hipófise.


O sistema hipofisário e a terceira idade

quarta-feira, 5 de julho de 2017

A insônia como causa da obesidade


Geraldo Medeiros

As múltiplas causas da alta prevalência de obesidade.Como amplamente noticiado pelas revistas médicas, pelos periódicos, pela televisão e tantos outros meios de comunicação, a obesidade está aumentando em todo o mundo. Em alguns países como os Estados Unidos e a Grã Bretanha já atingem 60% da população (com sobrepeso e obesidade). Concomitantemente, este maior número de obesos(as) concorre para elevar a prevalência de diabetes, o que assusta as autoridades de saúde tanto pelo maior risco de dano à saúde individual como pelo altíssimo custo social que representa esta associação obesidade e diabetes. Argumenta-se que a nossa dieta evoluiu do consumo mais saudável de alimentos naturais (carnes, vegetais, frutas, legumes, cereais) para nutrição quase que exclusiva de alimentos processados industrialmente. Nestes estão incluídos as refeições pré-cozidas, condimentadas, prontas para o micro ondas, mas com preservativos químicos, antioxidantes, corantes diversos, sabores artificiais. As deliciosas pizzas, os hamburguês, as batatas fritas, os salgadinhos, doces, balas, chocolates, estão em todos os locais desde os supermercados como nos bares da esquina e nos ambulantes que se espalham pela cidade. Argumenta-se, ainda, que nós passamos a ser muito sedentários: o automóvel, a moto, o elevador, a escada rolante nos privam do mínimo de exercício saudavelmente recomendado pelos médicos. Neste evoluir dos anos vindouros, a prevalência de obesidade continuará a crescer, preocupando os Governantes tanto do ponto de vista de Saúde Pública como nas consequências econômicas que trará.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Adoçantes engordam ?

Experiências com ratos nem sempre são aplicáveis a humanos.
 
Causou grande celeuma e confusão, produziram discussões acaloradas e debates na mídia o artigo científico publicado na revista “Behavioral Neuroscience” por dois pesquisadores da Universidade de Purdue, Indiana, Estados Unidos. Neste trabalho científico, dois grupos de ratos foram testados durante cinco semanas sob o aspecto de ser oferecido, ao primeiro grupo de animais, iogurte adoçado com açúcar comum (sacarose). Ao segundo grupo de roedores, os pesquisadores usaram o iogurte adoçado com sacarina. Os objetivos seriam avaliar a quantidade de ingestão dos alimentos contendo açúcar comparativamente aquela consumida pelos animais aos quais foi ofertada iogurte com sacarina.

Durante o decorrer das cinco semanas, os biólogos notaram que os ratos ingeriam mais iogurte com sacarina do que os outros que tinham acesso ao iogurte açucarado. Enorme surpresa, pois todo mundo sabe que a Sacarina, adoçante descoberto no final do século XIX, tem sabor adocicado, mas deixa no paladar uma sensação de “AMARGO”. Para nós, seres humanos, o uso exclusivo de sacarina foi substituído por outros adoçantes que não têm este gosto amargo no final. Além da surpresa de verificar que os “ratinhos” comiam mais o iogurte com sacarina, os pesquisadores, admirados, verificaram que os animais comedores de sacarina estavam ganhando peso, algo bastante intrigante e não esperado.

Neste ponto da pesquisa poderíamos pensar: será que rato gosta mais do “AMARGO” da sacarina do que o “doce” do açúcar? É uma conclusão a ser pensada e debatida.



 

A questão da energia potencial do alimento.

Mas os pesquisadores não pararam por aqui. Passaram a medir dados bioquímicos relativos ao acúmulo de energia alimentar nos dois grupos de animais. Obviamente os roedores que, gostosamente, se locupletavam de iogurte com açúcar, receberam mais energia calórica (pela sacarose) do que os ratos que consumiam sacarina (a qual não tem valor calórico nenhum). Afirmam os cientistas que os “ratinhos” através de seu “computador central”, isto é, as áreas cerebrais que controlam o metabolismo energético (tanto entrada de energia como gasto energético) ao verificarem que o iogurte com açúcar era mais calórico enviava ordem para que os roedores ingerissem menor quantidade do iogurte, pois o açúcar consumido já bastava para o gasto energético daquele dia. Ao contrário quando as áreas cerebrais detectavam que a ingestão de iogurte com a sacarina nada de energia entrava para cobrir a necessidade calórica, induziam os ratos a comerem mais e mais iogurte. Ao fim de 5 semanas, os roedores “sacarinados” haviam ganho peso. Uma grande crítica ao trabalho foi apresentada neste ponto: os autores do trabalho deveriam ter acrescentado ao desenho da pesquisa um terceiro grupo de animais ao qual seria oferecido apenas iogurte natural (sem açúcar e sem sacarina). Este grupo seria um controle adequado para testar as conclusões da pesquisa.

A validade das conclusões para seres humanos.
Embora as conclusões dos pesquisadores sejam adequadas e mesmo atraentes para o comportamento dos roedores, a explicação do ganho de peso para os que ingeriram sacarina, para boa parte dos endocrinologistas, nutrólogos, e cientistas é ainda pouco convincente. Suponhamos, por hipótese, que o rato tenha um paladar que aceita melhor o “amargo” da sacarina do que o “doce” do açúcar. A explicação para o ganho de peso seria apenas uma questão de melhor aceitação da sacarina com maior ingestão pelo animal experimental. Mais uma vez, repetimos: o ser humano é bem mais complexo que o rato e simples experiências de refeições A ou B podem não ser totalmente aplicáveis a nós, seres humanos.



 

Os adoçantes “engordam”?

Esta conclusão que, apressadamente, alguns setores da mídia tentaram tirar deste artigo científico é totalmente errônea. O uso judicioso de adoçantes para substituir o açúcar visa não só baixar o total calórico ingerido, mas também evitar que pâncreas produza mais insulina, poderoso hormônio o qual é vinculado à maior formação de gordura a partir das refeições que fazemos. Portanto, para muitos obesos, o açúcar e alimentos que o contém são contra indicados, mormente, quando existe tendência para diabetes.

Na opinião de muitos endocrinologistas o uso de adoçantes é um precioso auxílio nutricional para corrigir a crescente prevalência de obesidade no mundo todo.



Dr. Geraldo Medeiros-Neto




segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Dicas para emagrecer

A respeitada apresentadora Ana Maria Braga, relembrou em seu programa de 21 de Novembro de 2016, a entrevista ocorrida com o Dr. Geraldo Medeiros em 2003.

A apresentadora falou da importância destas simples dicas para emagrecer e relembrou as passagens da entrevista.

Confira no link abaixo as dicas simples que até hoje são eficazes no emagrecimento, dadas pelo Dr. Geraldo Medeiros.




Neste outro link, você pode assistir outra entrevista com Ana Maria Braga, desta vez falando sobre a importância do Teste do Pézinho.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Dia Internacional da Tiróide

25 de maio de 2014
é o 
Dia Internacional da Tiróide


A tiróide como problema de saúde pública

1. Suplementação de iodo a toda população brasileira


O Brasil, desde a época colônia até 1995, sempre teve como problema de saúde pública uma deficiência crônica de iodo, atingindo de forma global os habitantes dos Estados sem acesso ao mar. As várias tentativas de colocar iodo no sal para consumo humano sempre tiveram dificuldades quanto a implementação. Somente em 1995 é que, efetivamente, o Ministério da Saúde pode, graças a leis específicas, fornecer iodo à indústria salineira para que ficasse eliminada a deficiência crônica de iodo. Foi uma enorme conquista, pois o amplo acesso ao iodo, diariamente, é essencial para mulheres grávidas e os filhos que estão em gestação. Além disso, a população infantil necessita de uma correta nutrição em iodo para o desenvolvimento do sistema nervoso central e para o crescimento somático adequado.

2. O rastreamento neonatal das moléstias de tiróide

terça-feira, 1 de abril de 2014

Câncer de mama - Dieta rica em tomates

Dieta rica em tomates pode induzir menor risco de câncer de mama em mulheres após a menopausa

Os cientistas estudaram pacientes do sexo feminino, na fase pós-menopausa, que foram submetidas a uma dieta rica em tomates comparativa a uma dieta em que se usaram basicamente produtos de soja. O parâmetro utilizado foi a geração de adipocina durante as duas dietas.


A dieta rica em tomates levou a uma nítida elevação da adipocina (superior a 9%), enquanto que na dieta baseada em soja, houve decréscimo dessa substância.

Admite-se que níveis elevados de adipocina sejam compatíveis com o menor nível de câncer de mama no futuro. 


Embora a conclusão dos autores pareça ser bastante clara, maiores e melhores estudos epidemiológicos devem ser realizados antes que se chegue a uma conclusão mais segura. No momento, pode se recomendar às mulheres em menopausa que passem a ingerir, com frequência, saladas contendo tomate, as quais, eventualmente, podem ter um efeito protetor quanto ao câncer de mama.

Crianças obesas

Crianças obesas possuem níveis elevados de hormônios chamados estressantes comparativas às crianças de peso normal

Em um estudo realizado na Holanda, notou-se que crianças obesas possuem níveis de cortisol (hormônio do estresse) elevado na região capilar (couro cabeludo) em comparação com crianças de peso normal. 



O cortisol mostra-se elevado em condições de contínuo estresse e a mensuração desse hormônio no couro cabeludo pode ser realizada de maneira fácil e segura. Os autores mediram o cortisol no couro cabeludo em 20 crianças obesas, comparativamente a 20 crianças de peso normal. Notou-se que as crianças com excesso de peso apresentavam níveis médios de 25 pg/mg, significantemente mais elevados que nas crianças de peso normal (média 17 pg/mg) Crianças obesas tão jovens quanto 8 anos de idade já apresentavam valores de cortisol elevados. 

 



Conclusão: Esse estudo mostra que o fato de estar com excesso de peso faz com que a criança se sinta sob contínuo estresse emocional e, possivelmente, com problemas de adaptação ao meio. Tais fatores, nitidamente, elevam o hormônio cortisol, o qual indica, seguramente, um estresse permanente pelo excesso de peso. Sabemos também que as crianças obesas podem sofrer agressões verbais ou físicas por parte das outras crianças, nas escolas (bullying). Esse fato seria uma explicação para uma condição permanente de estresse.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Tratamento com hormônio masculino (testosterona): uma nova fonte de juventude para homens na maturidade?

Este é o título da capa da revista “Endocrine”, órgão da Associação Norte-americana de Endocrinologia. O uso de testosterona por homens acima de 50 anos elevou-se nos últimos 10 anos para mais de 10 milhões de usuários. Segundo a revista, um dos fatores que contribuiu para esse número elevado de pacientes tratados foi o uso de publicidade na televisão aberta. Isto não seria permitido em outros países, como por exemplo, o Brasil, mas de qualquer forma, vários estudos científicos sérios e bem realizados indicam uma série de benefícios para homens acima dos 50 anos que apresentam níveis de testosterona abaixo do valor de referência. Pode se citar a melhora da musculatura, disposição geral, melhor atividade sexual, maior disposição para o trabalho e ótima calcificação das estruturas ósseas. Poucos efeitos colaterais são notados nas doses geralmente prescritas.



Nos Estados Unidos, a forma mais frequente de uso do hormônio masculino é um adesivo que contém testosterona (1%) sob a forma de gel, o qual é absorvido pela pele e transportado rapidamente para circulação a todos os órgãos. Esta modalidade terapêutica ainda não está disponível no Brasil, podendo, todavia, ser manipulada em farmácias especializadas. Cerca de 60% dos pacientes tratados usam o Testogel, enquanto os outros 40% são medicados com injeções de testosterona a cada 2 ou 3 meses. Esta forma injetável está disponível no Brasil. A forma oral de administração de testosterona praticamente está abandonada. Não se deve esperar uma melhora imediata nos setores que já foram mencionados, após o início do tratamento, pois a ação da testosterona no organismo humano masculino é relativamente lenta, mas sem dúvida, após 6 a 12 meses de uso contínuo, os efeitos benéficos se manifestam de forma bastante clara. Resta saber se o uso por tempo muito prolongado, isto é, de 3 a 5 anos, levaria a algum efeito colateral importante.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Sobrepeso e obesidade

Recente pesquisa confirma que sobrepeso e obesidade sem risco é mito

O excesso de peso é sempre prejudicial à saúde, mesmo quando não há distúrbios metabólicos associados, como diabetes, pressão alta e colesterol alterado. Essa é a conclusão de uma de uma extensa revisão de estudos realizada por pesquisadores canadenses e divulgada, em Novembro 2013, pela prestigiosa publicação científica americana Annals of Internal Medicine.




Alguns estudos anteriores, publicados nos últimos anos, chegaram a sugerir que pessoas obesas, fisicamente ativas, poderiam ser tão saudáveis, quanto indivíduos de peso normal. Segundo os autores da nova pesquisa, porém, a expressão “obesidade saudável” não passa de um lamentável equívoco.

Queima Calórica após refeição padronizada

Pacientes previamente obesas com perda ponderal após cirurgia bariátrica apresentam valor mais alto de “queima calórica” após refeição padronizada




A ingestão de alimento em pacientes com obesidade ou peso normal desencadeia efeito térmico correspondente ao esforço do organismo nos vários passos para a absorção do alimento. Este tipo de efeito fisiológico é chamado de efeito térmico do alimento, o qual, em outras palavras, indica que os processos de mastigação, deglutição, absorção e utilização do alimento gastam energia que se dissipa sob forma de calor. 

Cirurgia bariátrica

Cirurgia bariátrica em obesos mórbidos com diabete tipo 2 leva à remissão do diabetes após significativa perda ponderal




O objetivo deste estudo foi investigar o mecanismo pela qual a cirurgia bariátrica induz remissão do diabete tipo 2. 

35 pacientes com obesidade mórbida e diabete tipo 2 foram estudados após 1 ano decorridos de cirurgia bariátrica de 2 tipos: apenas redução do estomago (grupo 1) e cirurgia com redução de estomago e transposição do intestino (grupo 2). Ambos os grupos de pacientes perderam substancialmente peso, após as cirurgias. Com simples redução do estomago, 7 pacientes tiveram remissão do diabete, enquanto que com a cirurgia mais complexa 13 pacientes ficaram livres do diabete tipo 2. Os autores estudaram vários hormônios gastrointestinais e notaram que quase todos pacientes voltaram a apresentar níveis normais de hormônio da área intestinal, após ambas as cirurgias.
 

Em conclusão, comentam os autores que, tanto uma como outro tipo de cirurgia, apresentam impacto similar na remissão do diabetes com nítida melhora da sensibilidade de célula beta do pâncreas (que fabrica insulina). A escolha do tipo de cirurgia depende de total concordância entre os médicos de formação clínica e as equipes cirúrgicas, visando minimizar os efeitos colaterais de cada procedimento cirúrgico.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Os perigos da gordura visceral e síndrome metabólica


O sobrepeso em pessoas de constituição física com predomínio do aumento de circunferência abdominal aliado a braços e pernas finos, tem sido comparado a uma “maçã”. Nesses casos, a gordura existente entre as vísceras abdominais está muito aumentada. Este tipo de gordura é metabolicamente ativo, predispondo o organismo a desenvolver diabetes mellitus, doenças cardíacas e infarto do miocárdio, constituindo a Síndrome Metabólica.

Já nas pessoas que apresentam menor volume abdominal e predomínio de gordura nas coxas e quadris, assemelhando-se a uma “pera”, não há efeito metabólico consequente ao ganho de peso.





Figura 1. Distribuição da Periférica (Pera) e central (maça) da gordura. Foto Ilustração: Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

O indicador mais aceito para avaliar os fatores de risco é a circunferência abdominal. Essa medida não é tecnicamente difícil e deve ser feita com uma fita métrica, colocada na parte superior do osso do quadril, paralela ao chão, e logo após uma expiração completa do paciente. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Dormir muito tarde e por poucas horas é causa importante do aumento do peso

Desde há muitos anos, os médicos sabiam que pessoas que dormem menos que 5 ou 6 horas diárias, ficando acordados até 2 ou 3 horas da madrugada, estão mais propensas a ganharem peso. O mesmo ocorre em crianças na fase escolar.


Um novo e fascinante estudo vem confirmar que esta falta de sono talvez seja mais perigosa do que se pensava. Os pesquisadores do sono da Universidade de Colorado estudaram pessoas saudáveis de ambos os sexos durante 2 semanas, nas quais houve monitoramento do sono, registro dos hábitos alimentares e meticulosos testes do metabolismo. A equipe médica descobriu que quando os participantes do estudo ficavam acordados até tarde e dormiam apenas 5 ou 6 horas, o seu metabolismo aumentava discretamente. Todavia, esses pacientes ingeriam muito mais alimentos durante o período de vigília e quase sempre mostravam predileção para alimentos densamente calóricos, inclusive com excesso de carboidratos. Tal fato não foi observado nos participantes que dormiam 9 horas por noite. Ao final do estudo, os pacientes notívagos (com poucas horas de sono) chegaram a ganhar até 1 kilo por semana, comparativamente aos pacientes com sono normal.
 

Em conclusão, o fato de dormir poucas horas por noite e permanecer acordado até muito tarde é um fator documentado de ganho de peso e que a privação do sono deve ser corrigida porque desregula o relógio biológico das pessoas, o que pode iniciar um processo de ganho de peso.

Prof. Geraldo Medeiros-Neto
Ref.Wright K et al. Proc Nat Acad Sciences, 2013

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Saúde Pública, ANVISA e a População com Obesidade


Geraldo Medeiros-Neto
Professor Senior de Endocrinologia da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo


INTRODUÇÃO
 
Em dezembro de 2011, o colegiado da ANVISA, contrariando todos os pareceres de entidades médicas altamente conceituadas, tais como o Conselho Federal de Medicina, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, decidiu suspender a licença de três produtos rotulados como “anfetamínicos”: anfepramona, fenproporex e mazindol.
O primeiro erro foi classificar o mazindol como anfetamínico, quando esse fármaco não possui, em sua estrutura química, o chamado anel anfetamínico. É um produto sintetizado pela indústria suíça Sandoz e com qualidade farmacotécnicas muito apropriadas para a terapêutica auxiliar na obesidade. O segundo grande erro da ANVISA foi o de não indicar quaisquer estudos científicos publicados em revistas nacionais ou internacionais que justificassem esta drástica medida. Por outro lado, a ANVISA cercou a prescrição da sibutramina de um número inaceitável de documentação burocrática destinada, segundo consta, a manter o obeso preocupado com efeitos colaterais do fármaco que o seu médico tinha receitado. O conjunto dessas medidas, em resumo, deixaram para a terapêutica do obeso apenas duas possíveis indicações: a sibutramina e o orlistat.
Apesar de todos os protestos da comunidade médica, a ANVISA não voltou atrás nessa suspensão do uso de medicamentos presentes durante décadas no receituário de profissionais conceituados e habilitados para a prescrição de tais fármacos.

SUBSTITUIÇÃO DOS MEDICAMENTOS SUSPENDIDOS

Como já se poderia prever, o vácuo deixado pela falta de medicamentos de obesidade levou a verdadeiras distorções no “mercado farmacêutico”. Como exemplo, cita-se o uso de medicamentos injetáveis, indicado somente para terapêutica de diabetes, que foi extensivamente e abusivamente empregado, mesmo sem prescrição médica, por incautos pacientes desejosos de perder alguns quilos. Por outro lado surgiram nas redes sociais e na internet de forma geral, várias modalidades terapêuticas para a obesidade, envolvendo grosseiras charlatanices, tais como “o óleo de coco emagrece”, “injeções de chá verde para gordura localizada” e outras fantasiosas preparações herbais de origem obscura e efeito nulo, na desejável perda ponderal. Mais grave ainda foi a oferta ilegal de anorexígenos, como fenproporex, por pessoas, sociedades comerciais, sacoleiros, contrabandistas, vindo dos países vizinhos do Brasil.



Vitamina D é essencial para ativar o sistema imunológico

Geraldo Medeiros-Neto
Professor Senior de Endocrinologia da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo
VITAMINA ESSENCIAL
Quando o corpo humano luta contra uma infecção, as células T (timo) ajudam a nos manter saudáveis, localizando e destruindo vestígios da presença das bactérias e vírus, os agentes infecciosos externos que nos atacam.
Mas uma nova pesquisa feita na Escandinávia mostra que as células T precisam de boas doses de vitamina D no sangue a fim de entrarem em ação e executar o seu papel corretamente.
 

Esta descoberta, cujos detalhes foram publicados na revista científica Nature Immunology, dá novas ferramentas para que os médicos lidem com as reações autoimunes e até mesmo combatam a rejeição de órgãos transplantados.

CÉLULAS T
As células T são um tipo de glóbulo branco que desempenham um papel central no sistema imunológico. A fim de encontrar, reagir e lutar contra várias infecções no corpo, as células T devem passar de um estado de células dormentes e inócuas para um estado de células ativas, capazes de matar as bactérias e os vírus.
Os cientistas da Universidade de Copenhagen agora descobriram que a vitamina D é um elemento crítico para que as células T façam essa transição e cumpram seu papel.
Sem fontes suficientes da vitamina D no sangue, dizem os pesquisadores, as células permanecem latentes e são, portanto, incapazes de se “ativar” para lutar contra os patógenos externos.
Antena receptora de vitamina
“Quando uma célula t é exposta a um patógeno invasor, ela estende um dispositivo de sinalização, uma espécie de “antena”, que se sabe ser um receptor de vitamina D, com a qual ela procura pela vitamina D,” diz Carsten Geisler, um dos autores do estudo.
“Isto significa que a célula T deve dispor de vitamina D, ou a ativação da célula cessará. Se as Células T não conseguirem encontrar uma quantidade suficiente de vitamina D no sangue, elas não vão nem mesmo começar a se mobilizar,” diz o pesquisador.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Calendário de Eventos 2013

MARÇO







LATS 2013 - XV Latin American Thyroid Congress
Data:20 a 23 de março de 2013.
Local: Florianópolis – SC
www.lats2013.com.br
secretaria local: Oceano Eventos: (48) 3322-1021/ Juliana Rupp
Deadline para envio de trabalho: 30 de janeiro de 2013


ABRIL






15th European Congress of Endocrinology
Data: 27 de abril a 01 de maio de 2013
Local: Copenhagen- Dinamarca
www.ece2013.org
Deadline para envio de trabalho: 13 de janeiro de 2013


MAIO












X Congresso Paulista de Endocrinologia e Metabologia
Data: 16 a 18 de maio de 2013
Local: Centro de Convenções Frei Caneca
www.copem2013.com.br
Deadline para envio de trabalho: 25 de fevereiro de 2013











XV Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica
Data: 30 de maio a 1 de junho de 2013
Local: Expo Unimed Curitiba– Paraná
www.cbosm2013.com.br
Deadline para envio de trabalho: 7 de março de 2013

JUNHO








STeP 2013 - SIMPÓSIO DE TIREÓIDE E PARATIREÓIDE
Data: 01 de junho de 2013.
Local:Vitória Hotel Concept Campinas – Campinas, SP
www.growup-eventos.com.br
Informações: Grow UP Eventos (11) 3849.0099
Contato: Suely Ciluzzo / suely@growup-eventos.com.br










Endo 2013
Data: 15 a 18 de junho de 2013
Local: San Francisco-EUA
www.endo-society.org/endo
Deadline para envio de trabalho: 30 de janeiro de 2013










EndoRecife 2013
Data:27 a 29 de junho de 2013.
Local: Porto de Galinhas – RE
www.endocrinologiape.com.br
Secretaria Local:
Assessor Assessoria e Marketing Ltda. / PABX:81 3423-1300 Gisela Latache


JULHO






2nd World Congress on Thyroid Cancer
Data:10 a 14 de julho de 2013.
Local: Toronto- Canadá
www.thyroidworldcongress.com
Deadline para envio de trabalho: 14 de abril de 2013


AGOSTO









CBAEM 2013 - Congresso Brasileiro de Atualização em Endocrinologia e Metabologia
Data:21 a 24 de agosto de 2013.
Local: Natal – RN
www.cbaem2013.com.br

SETEMBRO














37th Annual Meeting of the European Thyroid Association
Data:7 a 11 de Setembro de 2013.
Local: Leiden, The Netherlands
www.eta2013.org
Deadline para envio de trabalho: 31 de janeiro de 2013

OUTUBRO


83RD ANNUAL MEETING OF THE ATA
Data:16 a 20 de Outubro de 2013.
Local: San Juan- Puerto Rico
www.thyroid.org
Deadline para envio de trabalho: 31 de janeiro de 2013

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Por que fumar emagrece?



Pessoas que param de fumar engordam de três a cinco quilos. Até recentemente, a explicação era emocional: o fumante compensaria a falta de nicotina com excesso de comida. Hoje, sabemos que a diminuição do apetite é um dos efeitos farmacológicos da nicotina. O pior é que a insatisfação com o aumento de peso é um dos motivos da freqüente recaída de ex-fumantes.


Explicação científica para ganho de peso na abstinência do fumo

Recentemente, um grupo de cientistas descobriu como a nicotina afeta os neurônios que controlam o apetite. A descoberta, além de permitir o desenvolvimento de fármacos para ajudar os fumantes a largar o vício pode resultar em novas terapias para obesidade.