segunda-feira, 9 de abril de 2012

Associação de Bupropiona e Naltrexona: Nova abordagem no tratamento da obesidade

Estudo recente mostra que a naltrexona potencializa efeitos da bupropiona sobre o apetite com perda de peso sustentada.

Estudos com a bupropiona já haviam demonstrado seus benefícios na perda de peso, mas os resultados não eram duradouros, provavelmente devido ao fato de a bupropiona, também estimular a produção de uma endorfina que após alguns meses bloqueava sua ação inibitória sobre o apetite. A naltrexona isoladamente não promove redução de peso, mas quando associada à bupropiona, bloqueia a produção daquela endorfina permitindo um efeito mais potente e ustentado da bupropiona.

Apesar de já contarmos com medicamentos tradicionais como sacietógenos, moderadores de apetite, inibidores da absorção de gordura, uma grande linha de pesquisas no mundo inteiro busca novas perspectivas de tratamento medicamentoso da obesidade. Neste campo, tiveram destaque os resultados obtidos com a associação de dois medicamentos já disponíveis há alguns anos: a Bupropiona, um antidepressivo também usado no tratamento do tabagismo,  e a naltrexona, uma medicação usualmente prescrita para tratamento do alcoolismo.
Um importante estudo realizado nos Estados Unidos, publicado em dezembro de 2009, envolvendo mais de 400 pacientes por um período de 48 semanas mostrou que a associação bupropiona e naltrexona proporcionou significativa perda de peso, segundo as pesquisas mencionadas a diante, quando comparada ao placebo ou ao uso de cada medicação isoladamente. Além disso, a perda de peso foi sustentada ao longo do período sem tendência á recuperação ou ao efeito platô.

Indicação: Para perda de peso e a melhora dos fatores de risco cardiovascular.

Dosagem/Posologia: 180mg de Bupropiona e 16 mg de Naltrexona.
Tomar 1 caps. 1 a 2 vezes ao dia.

Dosagem Máxima: 360 mg de Bupropiona e 32 mg de Naltrexona.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

FDA aprova novo medicamento contra a obesidade nos EUA: QNEXA


Um novo remédio contra a obesidade (QNEXA) foi aprovado por um comitê de médicos e cientistas, indicados pela "Federal Drug Administration" (FDA),órgão regulador para inovações em medicamentos e alimentos destinados ao povo americano.

Os membros do comitê aprovaram o uso de QNEXA na proporção de 20 votos a favor e 2 contra. Diante desse fato o FDA irá tomar uma decisão a respeito do novo medicamento na data de 17 de abril de 2012. 

Raramente o FDA deixa de aceitar decisões dos comitês especiais para novos medicamentos. O QNEXA é composto por dois fármacos: a fentermina (semelhante ao fenproporex) e um remédio neurológico chamado topiramato.

As ações de ambos os fármacos induziram saciedade e reverteram a compulsão por alimentos altamente, engordativos, resultando em mais de 10 por cento de redução do peso corporal em um ano de uso constante. Efeitos colaterais não foram observados nesses tres anos de estudos em pacientes obesos tratados com o QNEXA. Um dos membros do comitê declarou que um novo fármaco para ajudar o paciente obeso a perder peso é absolutamente importante e essencial uma vez que trinta e cinco por cento dos americanos estão com obesidade de grau elevado e predispostos a graves complicações médicas e perda de qualidade de vida. 

A situação no Brasil é ainda mais dramática uma vez que a Anvisa suspendeu o uso de medicamentos para tratar obesos apesar da opinião em contrário do Conselho Federal de Medicina e de diversas associações de médicos especialistas em Endocrinologia e Cardiologia.

O Dr. Geraldo Medeiros-Neto, encontra-se nos EUA acompanhando estas discussões e em breve trará mais informações sobre este tema.



Créditos da imagem: Colros

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Hormônios sexuais e qualidade de vida

Hormônios sexuais: mulheres e homens

Não existem hormônios produzidos exclusivamente no homem ou na mulher.  Ambos produzem esteroides sexuais em proporções bastante distintas na idade adulta. A testosterona, responsável pelas características masculinas, é produzida por células testiculares em quantidade e de maneira contínua durante as várias décadas da vida, mas os homens também produzem estrógenos (hormônio feminino), importantes para algumas funções, como a maturação óssea na adolescência. Os ovários produzem predominantemente estrógenos, em quantidades que variam dependendo da fase do ciclo menstrual, mas também secretam testosterona e outros andrógenos, importantes no desenvolvimento da pilificação pubiana e axilar e na manutenção da libido e do vigor muscular. Na gestação e no puerpério ocorre o aumento da produção de prolactina para manutenção da produção de leite, mas este hormônio também é produzido pela hipófise masculina, não tendo uma função plenamente conhecida no homem.,

Menopausa e reposição hormonal