sexta-feira, 1 de junho de 2012

Óleo de Coco – Milagre para Emagrecer ou Mais uma forma de enganar os(as) gordinhos(as)?

Introdução

O uso do óleo de coco para tratamento da obesidade tem recebido grande destaque na mídia, fato que refletiu uma corrida dos obesos às lojas buscando uma solução milagrosa para perda de peso. De acordo com os defensores do óleo de coco, este ajuda a prevenir e tratar uma série de condições médicas. Entretanto, é preciso ter cautela, afinal o óleo de coco é uma gordura e, como qualquer outra, quando consumida em excesso, engorda. Adeptos da Coconut Diet indicam que o indivíduo deve consumir  3 colheres de sopa do óleo de coco por dia. Em uma colher de sopa há 117 Kcal e 13,6 g de gordura, ou seja, mais calorias que uma colher de manteiga ou azeite. 



Suplementos de Óleo de Coco X Perda de Peso

Em relação à perda de peso, os estudos com suplementos a base de óleo de coco são extremamente escassos e de baixo grau de evidência.

Os defensores do óleo de coco se baseiam na teoria de que os AGCM são facilmente oxidados a lipídeos e não armazenados no tecido adiposo, quando comparados aos AGCL. Por esta inferência, e pelo fato do óleo de coco ser rico em AGCM e pobre em AGCL, seu uso poderia ter efeito no tratamento da obesidade.

Um estudo conduzido em humanos concluiu que o uso do óleo de coco virgem, por ter alto teor de AGCM, parece ser benéfico para redução de gordura abdominal, em especial em homens, sem alteração significativa do perfil lipídico, mas vale ressaltar que este estudo foi realizado em apenas 20 indivíduos, não foi duplo cego e o acompanhamento foi feito por apenas quatro semanas.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Metade dos brasileiros está acima do peso


O Ministério da Saúde indica que sobrepeso atinge 49% da população e obesidade, 15,8%.

A obesidade e o sobrepeso estão atingindo níveis alarmantes no Brasil, segundo matéria publicada no jornal “O Estado de São Paulo”, de abril de 2012.

Quase metade da população do Brasil (49%) está acima do peso, revela pesquisa do Ministério da Saúde. O trabalho mostra que entre 2006 e 2011 o número de pessoas com sobrepeso aumentou em média 1 ponto percentual por ano. No mesmo período, a parcela de obesos subiu de 11,4% para 15,8%. !

“O crescimento da obesidade entre a população adulta é preocupante e difícil de se conter”, admitiu o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Jarbas Barbosa. Nos planos do governo para curto prazo a idéia é reduzir o ritmo de crescimento da doença entre adultos e não reverter a tendência.
A dificuldade fica estampada quando se analisam outros dados da pesquisa. No prato do brasileiro sobra gordura e faltam frutas e verduras. Atualmente, apenas 20,2% consomem 5 ou mais porções de frutas e hortaliças por dia. O consumo de carnes com excesso de gordura, no entanto, está presente nos hábitos de 34,6% dos entrevistados. Outros 56,9% dizem consumir leite integral e outros 29,8%, refrigerante, regularmente. Embora tenha representado uma queda 1,6 ponto percentual em 2 anos, 14% da população ainda é sedentária. Além disso, o porcentual de brasileiros que comem feijão, considerado um fator protetor para doenças não transmissíveis, caiu de 71,9% para 69,1 no ano passado.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Associação de Bupropiona e Naltrexona: Nova abordagem no tratamento da obesidade

Estudo recente mostra que a naltrexona potencializa efeitos da bupropiona sobre o apetite com perda de peso sustentada.

Estudos com a bupropiona já haviam demonstrado seus benefícios na perda de peso, mas os resultados não eram duradouros, provavelmente devido ao fato de a bupropiona, também estimular a produção de uma endorfina que após alguns meses bloqueava sua ação inibitória sobre o apetite. A naltrexona isoladamente não promove redução de peso, mas quando associada à bupropiona, bloqueia a produção daquela endorfina permitindo um efeito mais potente e ustentado da bupropiona.

Apesar de já contarmos com medicamentos tradicionais como sacietógenos, moderadores de apetite, inibidores da absorção de gordura, uma grande linha de pesquisas no mundo inteiro busca novas perspectivas de tratamento medicamentoso da obesidade. Neste campo, tiveram destaque os resultados obtidos com a associação de dois medicamentos já disponíveis há alguns anos: a Bupropiona, um antidepressivo também usado no tratamento do tabagismo,  e a naltrexona, uma medicação usualmente prescrita para tratamento do alcoolismo.
Um importante estudo realizado nos Estados Unidos, publicado em dezembro de 2009, envolvendo mais de 400 pacientes por um período de 48 semanas mostrou que a associação bupropiona e naltrexona proporcionou significativa perda de peso, segundo as pesquisas mencionadas a diante, quando comparada ao placebo ou ao uso de cada medicação isoladamente. Além disso, a perda de peso foi sustentada ao longo do período sem tendência á recuperação ou ao efeito platô.

Indicação: Para perda de peso e a melhora dos fatores de risco cardiovascular.

Dosagem/Posologia: 180mg de Bupropiona e 16 mg de Naltrexona.
Tomar 1 caps. 1 a 2 vezes ao dia.

Dosagem Máxima: 360 mg de Bupropiona e 32 mg de Naltrexona.