terça-feira, 1 de agosto de 2017

Cistos e nódulos na tireoide

Geraldo Medeiros

Os cistos e nódulos na tireoide são comuns.

A glândula tireoide situa-se na face anterior do pescoço, logo abaixo da cartilagem chamada “pomo de Adão” assim denominado por ser mais visível e proeminente no sexo masculino. Em adultos a tireoide é maior nos homens (até 18 gramas) e menor no sexo feminino (até 15 gramas). Aumenta no período gravídico para atender as necessidades hormonais da mãe e da criança em gestação e decresce com a idade, podendo apresentar-se como atrófica (menor que 5g) acima dos 65-70 anos. A tireóide produz dois hormônios (T3, T4) com ampla atividade no sistema energético, induzindo a “queima” de gordura para gerar calor. É indispensável para o tegumento cutâneo (cabelos, unhas), para a manutenção do colágeno (que sustenta a pele e a mantém viçosa e jovem), importante para a fertilidade da mulher, indispensável para o bom funcionamento do fígado, dos rins, do coração e do nosso sistema nervoso central. Enfim o bom funcionamento da tireóide, como “governanta” da casa fará com que nosso peso seja mantido, permaneçamos jovens e saudáveis. Decorrente deste fato, nos últimos 10-15 anos tornou-se freqüente a solicitação de exames de sangue visando aferir a função da tireoide, principalmente em mulheres (mais sujeitas a doenças da tireoide). Passou-se, portanto, a detectar-se com mais frequência a falta de função da glândula (HIPOTIREOIDISMO) em pessoas que nada ou quase nada sentiam. Mais recentemente o uso cada vez mais frequente da ultra-sonografia, método de imagem que permite visualizar a tireoide e estruturas vizinhas no vídeo, isto é, na tela do computador, indicou que número crescente de pessoas apresenta CISTOS (pequenas esferas cheias de líquido) ou Nódulos (formações geralmente sólidas dentro do tecido tireóideo). Obviamente o achado de um cisto ou nódulo na tireoide causa certo grau de temor ao paciente pensando tratar-se de enfermidade maligna.


O diagnóstico de cistos / nódulos da tireoide

O achado de um ou mais cistos na tireóide é relativamente comum e mais frequente após os 40-50 anos. A origem do cisto é provavelmente a “morte” de um conjunto de células da tireoide, criando uma área desprovida de função, a qual é, rapidamente, preenchida por líquido da circulação e, finalmente, assumindo forma esférica. Na ultra-sonografia surge como uma “bolinha” escura, pois os ecos emitidos pelo aparelho ecográfico atravessam o líquido e não retornam (fenômeno que se chama hipoecogenicidade). Do ponto de vista prático os cistos são benignos. Somente quando existe no seu interior um “pedaço” de tecido, projetando-se para o interior liquido é que pode pensar em realizar uma punção deste tecido e examinar as células em microscópio. Apenas 2% dos cistos podem albergar tecido maligno no seu interior.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A Hipófise e a Tireoide no idoso

Geraldo Medeiros

A Hipófise é a glândula “mestra” do nosso corpo 


A Hipófise, pequena glândula com dois lobos e uma haste central, localizada logo atrás da parte superior do nariz, seria a conexão do sistema produtor de hormônios (sistema endócrino) com a região do sistema nervoso central chamada de hipotálamo. 
 Esta região do nosso cérebro “conversa” o tempo todo com a hipófise através da haste hipofisária a qual traz e leva informações que “nosso computador central”, isto é, o cérebro quer transmitir ao nosso sistema hormonal. Desta forma o Hipotálamo manda mensagens químicas para a Hipófise indicando que deve iniciar a produção de hormônio estimulador da tireóide (chamado TSH). Tal informação é realizada por um composto químico constituído por três amino ácidos o qual é denominado TRH. Por outro lado, o Hipotálamo controla os hormônios que estimulam as gônadas (tanto masculinas como femininas) enviando o GnRH à glândula Hipófise. Outros elementos químicos como o CRF e o GRF estimulam a hipófise a produzir hormônio, respectivamente das supra-renais e o hormônio de crescimento. Em resumo: O Hipotálamo é uma verdadeira fábrica de elementos químicos que controlam nossa glândula mestra: a Hipófise.


O sistema hipofisário e a terceira idade

quarta-feira, 5 de julho de 2017

A insônia como causa da obesidade


Geraldo Medeiros

As múltiplas causas da alta prevalência de obesidade.Como amplamente noticiado pelas revistas médicas, pelos periódicos, pela televisão e tantos outros meios de comunicação, a obesidade está aumentando em todo o mundo. Em alguns países como os Estados Unidos e a Grã Bretanha já atingem 60% da população (com sobrepeso e obesidade). Concomitantemente, este maior número de obesos(as) concorre para elevar a prevalência de diabetes, o que assusta as autoridades de saúde tanto pelo maior risco de dano à saúde individual como pelo altíssimo custo social que representa esta associação obesidade e diabetes. Argumenta-se que a nossa dieta evoluiu do consumo mais saudável de alimentos naturais (carnes, vegetais, frutas, legumes, cereais) para nutrição quase que exclusiva de alimentos processados industrialmente. Nestes estão incluídos as refeições pré-cozidas, condimentadas, prontas para o micro ondas, mas com preservativos químicos, antioxidantes, corantes diversos, sabores artificiais. As deliciosas pizzas, os hamburguês, as batatas fritas, os salgadinhos, doces, balas, chocolates, estão em todos os locais desde os supermercados como nos bares da esquina e nos ambulantes que se espalham pela cidade. Argumenta-se, ainda, que nós passamos a ser muito sedentários: o automóvel, a moto, o elevador, a escada rolante nos privam do mínimo de exercício saudavelmente recomendado pelos médicos. Neste evoluir dos anos vindouros, a prevalência de obesidade continuará a crescer, preocupando os Governantes tanto do ponto de vista de Saúde Pública como nas consequências econômicas que trará.