quarta-feira, 5 de abril de 2006

Jornal da Fundação Faculdade de Medicina (FFM) em Abr/06

Dr. Geraldo Medeiros no Jornal da Fundação Faculdade de Medicina (FFM) Abril de 2006

"American College of Physicians concede Master Award ao Prof. Dr. Geraldo Medeiros-Neto"

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sábado, 11 de fevereiro de 2006

MITOS E VERDADES SOBRE ADOÇANTES

O Dr. Carlos Werutsky apresentou, recentemente, dados científicos a respeito do uso nutricional de adoçantes.

De acordo com a ADA (American Diabetes Association, 2002), os adoçantes são seguros quando consumidos dentro dos níveis de IDA (ingestão diária aceitável) estabelecidos pelo FDA (Food and Drug Administration, EUA).

O Brasil segue normas de ingestão diária aceitável estabelecida pelo Jecfa (Joint Expert Comittee on Food Additives), comitê de especialistas da OMS (Organização Mundial da Saúde) na avaliação de aditivos alimentícios.

Dentre os edulcorantes aprovados para consumo no Brasil estão o aspartame, acesulfame-K, ciclamato, sacarina e sucralose (artificiais) e o sorbitol, manitol, isomalte, esteviosídeo, lactitol e xilitol (naturais).

Pode-se observar que a tolerância no consumo dos edulcorantes está relacionada não somente ao valor da IDA em si, mas também à quantidade que se faz necessário usar na prática dadas as particularidades de adoçar os diferentes alimentos.

Se levarmos em conta que esses edulcorantes entram na composição de alimentos e bebidas em forma composta, o consumo de cada um deles resulta em afastamento ainda maior do limite calculado com base na IDA, o que amplia a margem de segurança no consumo de alimentos e bebidas chamadas "LIGHT".

O aspartame foi descoberto por Schlater em 1965 e aprovado pela FDA em 1981. Sua molécula é composta por fenilalanina e ácido aspártico (aminoácidos) esterificados com o metanol, apresentando capacidade de adoçar 200 vezes mais intensamente que o açúcar.

O aspartamente é metabolizado tal como as proteínas, resultando em aminoácidos individuais que o compõem, mais um resíduo de metanol (10%).
Alimentos como o peixe e o frango têm mais de dez vezes a fenilalanina contida em uma bebida somente adoçada com aspartame.

As pessoas que nascem com fenilcetonúria, uma rara deficiência do metabolismo da fenilalanina, devem evitar não só o aspartame, mas todo alimento que seja fonte desse aminoácido. Mais de 100 estudos sobre a segurança do aspartame foram realizados à época de sua aprovação pela FDA, atestando a sua segurança como edulcorante para uso em alimentos e bebidas.

Uma variedade de sites na internet (Zehetner, 1999) veiculou o aspartame como causador de várias doenças. Nenhuma evidência científica associou algum desses problemas de saúde com o consumo de aspartame.

A European Food Safety Authority (EFSA) concluiu que não vê a necessidade de rever seu parecer anterior sobre a segurança do aspartame, nem da revisão do seu limite de consumo diário.

No Brasil, A Gerência Geral de Alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) manifestou sua posição: "À luz do conhecimento atual, não existem razões de saúde pública, com base científica, para a adoção de uma medida sanitária relativa à proibição de aspartame em alimentos ou recomendação de mudança na dieta da população pela ANVISA" http://www.anvisa.gov.br.

Os edulcorantes, que entram na composição de adoçantes de mesa e demais alimentos e bebidas diet, fazem parte da dietoterapia na prevenção e/ou tratamento da síndrome metabólica, da obesidade e do diabetes, doenças que crescem em incidência a ponto de serem consideradas epidemias mundiais, e que levam a altas taxas de morbi-mortalidade.

domingo, 5 de fevereiro de 2006

VACINA contra a Obesidade

Pesquisadores americanos e japoneses anunciaram estudos experimentais (em ratos) indicando a possibilidade de ser produzida uma vacina contra a obesidade. A vacina, no caso, seria contra uma substância produzida pelo estomago (quando vazio) chamada GHRELINA.

A Ghrelina tem o papel fisiológico de estimular a FOME a nível central, isto é, no cérebro. É fácil de entender porque tal proteína é produzida pelo estômago vazio. Após 3 ou 4 horas sem alimento o estômago vazio é estimulado a secretar a Ghrelina que induzindo FOME irá propiciar "enchimento" do estômago.

O interessante é que, QUANTO MAIS TEMPO DE ESTÔMAGO VAZIO, MAIOR SERÁ a concentração de Ghrelina e, conseqüentemente, MAIOR a FOME. Além disso, a Ghrelina tem efeitos no metabolismo principalmente na maior síntese de GORDURA a partir da alimentação. No caso de ser possível controlar a secreção de Ghrelina (por meio da vacina) a hipótese seria de que haveria maior controle da fome e da formação de gordura.

No novo trabalho, ratos imunizados com a vacina contra a Ghrelina continuaram se alimentando normalmente, mas ganharam menos peso e gordura corporal do que os animais do grupo controle, que comeram quantidades iguais das rações oferecidas aos ratos.
Segundo os autores, os resultados mostram que as soluções testadas afetaram diretamente o metabolismo e o uso de energia dos animais.

Foram desenvolvidos três tipos de vacina com diferentes composições químicas. Dois deles se mostraram mais eficientes. "O estudo é o primeiro a publicar fatos documentados indicando que, impedindo que a Ghrelina atinja o sistema nervoso central pode produzir redução desejada no aumento de peso", disse Kim Janda, uma das autoras do estudo e professora de química do Instituto Scripps de Pesquisas, dos Estados Unidos, em comunicado da instituição.

A descoberta pode ser importante especialmente para o desenvolvimento de alternativas para enfrentar o problema conhecido como "dieta da sanfona", o ciclo de repetidas perdas e ganhos de peso enfrentado por muitos indivíduos obesos que querem emagrecer.

Mas os pesquisadores ressaltam que, apesar dos resultados positivos obtidos, uma vacina contra a obesidade para uso humano ainda está longe de ser conseguida. "Não estamos afirmando que nosso estudo responde à questão do tratamento contra a obesidade de uma vez por todas, mas que ele confirma que essa (a imunização) é uma alternativa séria e viável para o problema", disse Kim Janda.

O estudo será publicado na importante revista médica
Proceeding of the National Academy of Sciences USA.