quinta-feira, 4 de junho de 2015

Hormônio testosterona após 70 anos

A função sexual e nível do hormônio testosterona em pacientes com idade superior a 70 anos



Existe grande debate entre os médicos sobre a eventual necessidade de se tratar com testosterona (hormônio masculino) os homens idosos com idade superior a 70 anos.

Em estudo recente, médicos australianos acompanharam por 2 anos, cerca de 1259 pacientes com mais de 70 anos, mensurando testosterona e os sintomas de declínio da vontade sexual e perturbações na função sexual. 


Os resultados foram bastante curiosos. 

A maioria dos pacientes que apresentavam declínio na função sexual apresentaram, concomitantemente, declínio da testosterona. 

Os outros hormônios que interferem na função sexual estavam normais. Esse resultado é extremamente curioso, pois a maioria dos endocrinologistas considera que o declínio na atividade sexual não tem nada a ver com a síntese de liberação da testosterona pelos testículos. 

Os autores comentam nas suas alegações finais que os homens com mais de 70 anos devem ter a função sexual, clinicamente avaliada, e que a mensuração da testosterona é absolutamente imprescindível para um diagnóstico adequado.

Enfatizam ainda que o tratamento com hormônio masculino, ou seja, testosterona deve ser prescrito, quando a queixa de declínio da função sexual esteja presente.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Dia Internacional da Tiróide

25 de maio de 2014
é o 
Dia Internacional da Tiróide


A tiróide como problema de saúde pública

1. Suplementação de iodo a toda população brasileira


O Brasil, desde a época colônia até 1995, sempre teve como problema de saúde pública uma deficiência crônica de iodo, atingindo de forma global os habitantes dos Estados sem acesso ao mar. As várias tentativas de colocar iodo no sal para consumo humano sempre tiveram dificuldades quanto a implementação. Somente em 1995 é que, efetivamente, o Ministério da Saúde pode, graças a leis específicas, fornecer iodo à indústria salineira para que ficasse eliminada a deficiência crônica de iodo. Foi uma enorme conquista, pois o amplo acesso ao iodo, diariamente, é essencial para mulheres grávidas e os filhos que estão em gestação. Além disso, a população infantil necessita de uma correta nutrição em iodo para o desenvolvimento do sistema nervoso central e para o crescimento somático adequado.

2. O rastreamento neonatal das moléstias de tiróide

terça-feira, 1 de abril de 2014

Câncer de mama - Dieta rica em tomates

Dieta rica em tomates pode induzir menor risco de câncer de mama em mulheres após a menopausa

Os cientistas estudaram pacientes do sexo feminino, na fase pós-menopausa, que foram submetidas a uma dieta rica em tomates comparativa a uma dieta em que se usaram basicamente produtos de soja. O parâmetro utilizado foi a geração de adipocina durante as duas dietas.


A dieta rica em tomates levou a uma nítida elevação da adipocina (superior a 9%), enquanto que na dieta baseada em soja, houve decréscimo dessa substância.

Admite-se que níveis elevados de adipocina sejam compatíveis com o menor nível de câncer de mama no futuro. 


Embora a conclusão dos autores pareça ser bastante clara, maiores e melhores estudos epidemiológicos devem ser realizados antes que se chegue a uma conclusão mais segura. No momento, pode se recomendar às mulheres em menopausa que passem a ingerir, com frequência, saladas contendo tomate, as quais, eventualmente, podem ter um efeito protetor quanto ao câncer de mama.