O número de crianças com excesso de peso nos Estados Unidos e em muitos países industrializados TRIPLICOU nas últimas duas décadas. A obesidade infantil passou a ser não só um problema de saúde pública como gerou outros fatores graves entre crianças e jovens: o desajuste social e distúrbios emocionais. No Brasil, de acordo com levantamento do IBGE, 10% das crianças e adolescentes têm sobrepeso e 7,3% (cerca de um milhão e meio de crianças e adolescentes) são obesas.
A genética é só um fator
Entre os americanos, os afro-descendentes são, ao lado dos latinos, os que apresentam maior índice de obesidade infantil. Em geral são as camadas de classe média baixa onde o maior lazer ainda é a farta mesa dos restaurantes de fast food. Não há dúvida que pais obesos tendem a gerar crianças obesas, seja por direta influência genética, seja por exemplo de "glutonice". Enquanto não deciframos os genes que nos empurram para a obesidade, melhor é prevenir.
Comida fácil e errada, em casa e nas escolas
Com o problema instalado é normal e compreensível que se busque os motivos, os culpados, a origem de tudo. Claro que a causa número 1 é o excesso de nutrição, principalmente aquela sob forma de comidas pré-preparadas, com excesso de gordura e muito carboidrato. Vivemos em uma sociedade onde os pais, por trabalharem demais, têm pouco ou nenhum tempo para supervisionar o preparo da alimentação e as refeições de seus filhos. Muitas crianças ficam "livres" para escolher alimentos fast food (pizza), fáceis de preparar (pipoca) e doces, bolos, chocolates, sorvetes, refrigerantes disponíveis na geladeira.
Na escola as guloseimas supercalóricas estão disponíveis na cantina, favorecendo a gulodice, entupindo a criança com salgadinhos, batata frita e embutidos gordurosos. Mesmo as crianças que têm o privilégio de receber em casa uma educação alimentar adequada dificilmente conseguem resistir ao apelo de experimentar o que a "turma" está comendo e bebendo. Imagine as que não têm supervisão dos pais?
A força da indústria de alimentos
Não é fácil resistir. Se os adultos já não conseguem, as crianças são vítimas ainda mais vulneráveis. As porções servidas aos pequenos fregueses em lanchonetes e cantinas são cada vez mais vistosas e atraentes, mas também são maiores e mais calóricas. A televisão tem uma força extraordinária neste campo: "Mãe compra estes salgadinhos! Olha, mãe, o hambúrguer com uma montanha de batatas fritas está em promoção" e por aí vai. No supermercado a criança se deslumbra com os chocolates da páscoa, com o panetone do Natal, com os novos tipos de sorvetes, com o enorme tamanho da barra de chocolate! Este assunto é tão sério que a ONG "Intenational Association for Study of Obesity" lançou uma campanha na União Européia para proibir anúncios atraentes de produtos que possam causar excesso de peso às crianças.
A falta de exercício físico e espaço para brincar
Todo adulto compara a infância do filho com o tempo em que ele próprio era criança. É comum fazer-se comparações do tipo: "No meu tempo de criança corríamos atrás da bola e dos balões, jogávamos bola na rua, andávamos de bicicleta pelo bairro, vivíamos praticando esportes". Hoje os jogos eletrônicos prendem a criança em casa. Elas ficam horas e horas jogando o hipnótico "game", comendo salgadinhos, batatas fritas e pipoca. Todos sabemos que o fato de passar horas na frente de uma televisão está diretamente relacionado com excesso de peso infantil.
Mas essa não é opção da criança. É uma característica da vida atual. O fato de parte substancial da população viver em espaços residenciais restritos, sem acesso a parques, sem praticar esportes nos clubes, sem andar pelas ruas, faz com que a criança se acostume com a inatividade.
Algo já está sendo feito, mas ainda é pouco
No Rio de Janeiro o prefeito proibiu que as crianças de Escolas Públicas tivessem acesso a alimentos "engordativos" substituindo-os por frutas, sucos naturais e preparações menos calóricas. Tal exemplo foi seguido por Florianópolis, Belo Horizonte e Porto Alegre. É um bom começo e sem dúvida irá ajudar na prevenção à obesidade infantil. É preciso ainda que escolas, professores e programas educativos na televisão invistam em divulgar, de uma forma apropriada à idade, os princípios de Nutrição Saudável. A informação é um caminho eficiente também para os pequenos.
A responsabilidade das autoridades
Não podemos aceitar a prevalência de 16% das crianças com obesidade e que 31% estejam com excesso de peso. O esforço conjunto de autoridades escolares, o esclarecimento dos pais, a persuasão positiva do marketing de alimentos saudáveis aliados a campanha governamental contra a obesidade e a inatividade física irá levar a resultados lentos, mas positivos. Vale a pena lembrar que 50% dos adultos com obesidade foram crianças obesas. É por aqui que devemos começar a buscar soluções para a obesidade infantil.
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Veja OnLine - 2007
terça-feira, 27 de março de 2007
quarta-feira, 21 de março de 2007
O cuidado necessário com os ossos
Já falamos neste espaço sobre os vários sintomas e sinais que surgem na vida das mulheres quando estas entram no período da menopausa. Hoje vamos falar de outro aspecto que também costuma surgir nessa fase marcada pelo declínio da produção do estrógeno, o principal hormônio feminino. A falta relativa e absoluta do estrógeno além de provocar os já comentados, calorões, irritabilidade e secura vaginal característicos, ainda contribui para a progressiva diminuição da quantidade de cálcio no sistema ósseo. Durante a vida fértil da mulher é justamente o estrógeno que favorece a deposição de cálcio no osso, tornando-o mais resistente e compacto.
A osteopenia e a osteoporose
Nessa época também podem surgir a osteopenia e a osteoporose. A primeira significa leve queda do teor de cálcio nos ossos examinados enquanto a osteoporose caracteriza-se por diminuição da resistência do osso, perda da arquitetura óssea, maior fragilidade do osso e risco de fraturas. Na maioria das mulheres em menopausa o declínio do cálcio no osso é gradual, sem sintomas, mas eventualmente pode levar a uma fratura inesperada (muitas vezes no colo do fêmur).
Exames de densitometria óssea
Por isso, é comum que os ginecologistas peçam às suas pacientes com idade próxima aos 50 anos que submetam-se a um exame de densitometria óssea. O nome pode ser complicado, mas a tradução é simples: o aparelho percorre o organismo e examina as vértebras da coluna, os ossos da articulação coxo-femural, enfim, analisa parcialmente o esqueleto. Em seguida calcula quanto de cálcio está presente por unidade de massa óssea (ou seja, verifica a densidade mineral do osso). A seguir indica por imagens coloridas em que nível de conteúdo de cálcio a paciente se localiza.
1. zona verde: ótima densidade óssea
2. zona amarela: concentração mediana de cálcio no osso
3. zona vermelha: baixa concentração de cálcio no osso.
O exame também informa ao médico se o teor de cálcio no osso é bom para a idade e, ainda, compara o cálcio no osso com aquele teor de cálcio existente em mulheres mais jovens.
O tratamento mais indicado para osteoporose
Em caso de osteoporose, o objetivo maior do tratamento é evitar as fraturas, que geralmente ocorrem por queda involuntária da mulher. As medidas abrangem uma dieta rica em cálcio (leite e derivados, queijos, manteiga, requeijão), mudança de hábitos de vida, eliminando o cigarro, cafeína em excesso, certos medicamentos como os que contêm alumínio, o controle da dose de hormônios da tireóide, certos anticonvulsivantes. Importantíssimo: exercícios físicos de acordo com a capacidade de cada pessoa, mas contínuos, programados, persistentes.
Os remédios disponpiveis para atenuar a doença
A reposição hormonal com estrógenos (ou derivados mais recentes que imitam as ações deste hormônio feminino) induz decréscimo de fraturas em 50% das pacientes. Existem também, reposição contínua de cálcio (em comprimidos) associados à vitamina D. Muitos medicamentos formadores de osso ou que impedem a destruição óssea são comumente utilizados.
Os homens também podem ser vítimas desse mal
Desde que tenham nítida e comprovada diminuição do nível de hormônios masculinos (testosterona) por muitos anos, os homens tão podem ser vítimas da osteoporose. A perda do hormônio masculino pode ser conseqüente a doenças da hipófise, a agressões virais ou inflamatórias das gônadas masculinas (testículos), à ação de medicamentos utilizados no câncer da próstata ou simplesmente por ação da idade (andropausa). O tratamento é idêntico ao destinado para mulheres.
A osteopenia e a osteoporose
Nessa época também podem surgir a osteopenia e a osteoporose. A primeira significa leve queda do teor de cálcio nos ossos examinados enquanto a osteoporose caracteriza-se por diminuição da resistência do osso, perda da arquitetura óssea, maior fragilidade do osso e risco de fraturas. Na maioria das mulheres em menopausa o declínio do cálcio no osso é gradual, sem sintomas, mas eventualmente pode levar a uma fratura inesperada (muitas vezes no colo do fêmur).
Exames de densitometria óssea
Por isso, é comum que os ginecologistas peçam às suas pacientes com idade próxima aos 50 anos que submetam-se a um exame de densitometria óssea. O nome pode ser complicado, mas a tradução é simples: o aparelho percorre o organismo e examina as vértebras da coluna, os ossos da articulação coxo-femural, enfim, analisa parcialmente o esqueleto. Em seguida calcula quanto de cálcio está presente por unidade de massa óssea (ou seja, verifica a densidade mineral do osso). A seguir indica por imagens coloridas em que nível de conteúdo de cálcio a paciente se localiza.
1. zona verde: ótima densidade óssea
2. zona amarela: concentração mediana de cálcio no osso
3. zona vermelha: baixa concentração de cálcio no osso.
O exame também informa ao médico se o teor de cálcio no osso é bom para a idade e, ainda, compara o cálcio no osso com aquele teor de cálcio existente em mulheres mais jovens.
O tratamento mais indicado para osteoporose
Em caso de osteoporose, o objetivo maior do tratamento é evitar as fraturas, que geralmente ocorrem por queda involuntária da mulher. As medidas abrangem uma dieta rica em cálcio (leite e derivados, queijos, manteiga, requeijão), mudança de hábitos de vida, eliminando o cigarro, cafeína em excesso, certos medicamentos como os que contêm alumínio, o controle da dose de hormônios da tireóide, certos anticonvulsivantes. Importantíssimo: exercícios físicos de acordo com a capacidade de cada pessoa, mas contínuos, programados, persistentes.
Os remédios disponpiveis para atenuar a doença
A reposição hormonal com estrógenos (ou derivados mais recentes que imitam as ações deste hormônio feminino) induz decréscimo de fraturas em 50% das pacientes. Existem também, reposição contínua de cálcio (em comprimidos) associados à vitamina D. Muitos medicamentos formadores de osso ou que impedem a destruição óssea são comumente utilizados.
Os homens também podem ser vítimas desse mal
Desde que tenham nítida e comprovada diminuição do nível de hormônios masculinos (testosterona) por muitos anos, os homens tão podem ser vítimas da osteoporose. A perda do hormônio masculino pode ser conseqüente a doenças da hipófise, a agressões virais ou inflamatórias das gônadas masculinas (testículos), à ação de medicamentos utilizados no câncer da próstata ou simplesmente por ação da idade (andropausa). O tratamento é idêntico ao destinado para mulheres.
Veja OnLine - MAR 2007
terça-feira, 20 de março de 2007
Diabetes: um mal silencioso e muito perigoso
É muito difícil que exista um clínico geral, um médico da Unidade Básica de Saúde e muitos outros de diversas especialidades que, em sua atividade diária, jamais tenha atendido um paciente com a seguinte informação: "meu açúcar no sangue está um pouco alto, doutor". Logo após a primeira declaração, a imensa maioria desses pacientes usa de vários artifícios semânticos para dizer que "não há ninguém na família com diabetes, doutor". Mas o inquérito rigoroso da genealogia familiar indica parentes próximos com a doença.
"Meu avô tinha um pouco de açúcar mas não tomava insulina" ou "minha avó era só um pouco diabética, mas morreu com 89 anos" e assim vai a tendência da maioria de tentar ocultar a genética do diabetes, de evitar a possibilidade de ser candidato à doença, de minimizar o risco de tê-la. E o pior é que o diabetes é uma moléstia muitas vezes de início lento, com poucos sintomas e quase sempre negligenciada pelos pacientes. .
Essa doença é sempre genética?
Hoje sabemos, pela Organização Mundial de Saúde, em relatório de 2006, que 1,1 bilhão de pessoas no mundo está com excesso de peso e que 312 milhões sofrem de obesidade (Índice de Massa Corporal acima de 28 kg/m2). Vários países em desenvolvimento, como o Brasil, com regiões onde a renda anual por pessoa é de cerda de 3.000 dólares anuais (ou 6.600 reais por ano) registram alto risco para a obesidade o que, fatalmente, leva a maior incidência de diabetes tipo 2 (aquela que não usa insulina).
A chance de uma pessoa tornar-se diabética é maior quando a gordura se acumula na "barriga", a chamada de obesidade andróide - mais comum no sexo masculino. Este tipo de obesidade (andróide) está ligado a fatores genéticos familiares e leva a maior risco de diabetes e outras moléstias. As mulheres tendem a acumular gordura no abdômen inferior, coxas, região glútea, com o "clássico culote", apresentando a obesidade ginoide, de menor risco para doenças vasculares e diabetes.
O que ocorre nos países emergentes?
Nos últimos 20 anos os níveis de obesidade triplicaram nos países em desenvolvimento, cujas populações adotaram padrão de vida e estilo nutricional copiados de países industrializados. Passaram a consumir exageradamente alimentos baratos (fast-food, muita gordura, muito carboidrato), com alto teor calórico, simultaneamente à rotina sedentária. Ainda mais assustador é constatar que a obesidade infantil está em patamares de 2 a 10% das crianças em idade escolar e em pré-adolescentes.
A obesidade tanto infantil como adulta ocorre com mais freqüência nas classes média e média baixa. O enorme consumo de doces, refrigerantes, sorvetes, chocolates, biscoitos de todas as formas, pães, bolos de todos os estilos é mais comum nestes segmentos populacionais. Resultado: a prevalência de diabetes tipo 2 é diretamente proporcional ao aumento da obesidade. E as projeções para 2030 são assustadoras
Diabetes abre portas para várias doenças.
A obesidade, principalmente a andróide, leva a maior risco de doenças cardiovasculares. O risco de pressão alta (hipertensão) cresce de 5 a 6 vezes nos obesos. Hoje, de acordo com as estatísticas, admite-se que 1,56 bilhão de indivíduos terá hipertensão passível de tratamento médico em 2025. Outro agravante: a tríade obesidade, diabetes e hipertensão irá afetar o funcionamento e a estrutura dos rins. A chamada "Doença Renal do Diabetes" também conhecida como Nefropatia diabética surge em cerca de 30 a 40% dos diabéticos.
Na China e na Índia, a nefropatia diabética subiu de 17%, em 1990, para 30%, em 2000. Na Índia, onde se estima um total de 30 milhões de diabéticos a previsão é de que ao menos 6,6 milhões terão doença renal crônica necessitando de cuidados hospitalares, diálise, transplante de rim, etc. Conclusão: países emergentes, como o Brasil, devem investir no controle efetivo da obesidade populacional. Autoridades precisam indicar rumos para mudanças no estilo de vida, com alimentação saudável, exercícios regulares e freqüentes. Só assim a prevenção da hipertensão e do diabetes será eficiente.
Veja OnLine - MAR 2007
"Meu avô tinha um pouco de açúcar mas não tomava insulina" ou "minha avó era só um pouco diabética, mas morreu com 89 anos" e assim vai a tendência da maioria de tentar ocultar a genética do diabetes, de evitar a possibilidade de ser candidato à doença, de minimizar o risco de tê-la. E o pior é que o diabetes é uma moléstia muitas vezes de início lento, com poucos sintomas e quase sempre negligenciada pelos pacientes. .
Essa doença é sempre genética?
Hoje sabemos, pela Organização Mundial de Saúde, em relatório de 2006, que 1,1 bilhão de pessoas no mundo está com excesso de peso e que 312 milhões sofrem de obesidade (Índice de Massa Corporal acima de 28 kg/m2). Vários países em desenvolvimento, como o Brasil, com regiões onde a renda anual por pessoa é de cerda de 3.000 dólares anuais (ou 6.600 reais por ano) registram alto risco para a obesidade o que, fatalmente, leva a maior incidência de diabetes tipo 2 (aquela que não usa insulina).
A chance de uma pessoa tornar-se diabética é maior quando a gordura se acumula na "barriga", a chamada de obesidade andróide - mais comum no sexo masculino. Este tipo de obesidade (andróide) está ligado a fatores genéticos familiares e leva a maior risco de diabetes e outras moléstias. As mulheres tendem a acumular gordura no abdômen inferior, coxas, região glútea, com o "clássico culote", apresentando a obesidade ginoide, de menor risco para doenças vasculares e diabetes.
O que ocorre nos países emergentes?
Nos últimos 20 anos os níveis de obesidade triplicaram nos países em desenvolvimento, cujas populações adotaram padrão de vida e estilo nutricional copiados de países industrializados. Passaram a consumir exageradamente alimentos baratos (fast-food, muita gordura, muito carboidrato), com alto teor calórico, simultaneamente à rotina sedentária. Ainda mais assustador é constatar que a obesidade infantil está em patamares de 2 a 10% das crianças em idade escolar e em pré-adolescentes.
A obesidade tanto infantil como adulta ocorre com mais freqüência nas classes média e média baixa. O enorme consumo de doces, refrigerantes, sorvetes, chocolates, biscoitos de todas as formas, pães, bolos de todos os estilos é mais comum nestes segmentos populacionais. Resultado: a prevalência de diabetes tipo 2 é diretamente proporcional ao aumento da obesidade. E as projeções para 2030 são assustadoras
Diabetes abre portas para várias doenças.
A obesidade, principalmente a andróide, leva a maior risco de doenças cardiovasculares. O risco de pressão alta (hipertensão) cresce de 5 a 6 vezes nos obesos. Hoje, de acordo com as estatísticas, admite-se que 1,56 bilhão de indivíduos terá hipertensão passível de tratamento médico em 2025. Outro agravante: a tríade obesidade, diabetes e hipertensão irá afetar o funcionamento e a estrutura dos rins. A chamada "Doença Renal do Diabetes" também conhecida como Nefropatia diabética surge em cerca de 30 a 40% dos diabéticos.
Na China e na Índia, a nefropatia diabética subiu de 17%, em 1990, para 30%, em 2000. Na Índia, onde se estima um total de 30 milhões de diabéticos a previsão é de que ao menos 6,6 milhões terão doença renal crônica necessitando de cuidados hospitalares, diálise, transplante de rim, etc. Conclusão: países emergentes, como o Brasil, devem investir no controle efetivo da obesidade populacional. Autoridades precisam indicar rumos para mudanças no estilo de vida, com alimentação saudável, exercícios regulares e freqüentes. Só assim a prevenção da hipertensão e do diabetes será eficiente.
Veja OnLine - MAR 2007
sábado, 10 de março de 2007
MULHERES NA MENOPAUSA
É fato conhecido que o período de vida fértil da mulher se inicia com a menarca (primeira menstruação) e termina ao redor dos 45, 50 anos com a menopausa. Nesta época as mulheres apresentam sintomas - os fogachos, ou ‘calorões’, alterações emocionais, mudanças na libido - e param de ovular, o fim da fertilidade. Os hormônios produzidos pelos ovários ainda podem continuar por mais algum tempo depois da menopausa.
Logo após esse período surge o climatério, quando as mulheres produzem muito pouco hormônio feminino e nada de hormônio masculino. Não há ainda uma conclusão definitiva em relação a uma fase semelhante entre os homens. A andropausa ainda é muito discutível no meio científico, uma vez que os homens continuam a produzir o hormônio masculino (testosterona) até idade muito avançada.
Reposição hormonal feminina
.É consenso entre os médicos que a mulher passa a ter um ganho considerável na qualidade de vida com reposição hormonal nessa fase da vida. A reposição proporciona excelente humor, noites bem dormidas, afasta os calorões, devolve libido e desejo sexual, e ainda preserva sistema ósseo, beleza e juventude. Vamos, então, dar hormônios a todas as mulheres? Claro que não! Existem regras e convenções sobre o tema que são aceitas por quase todos profissionais. No entanto, eu compartilho da opinião que tomar atitudes de total rejeição a terapia hormonal seria pouco lógico e racional. Como sempre a virtude está em selecionar cuidadosamente as mulheres para as quais os hormônios só fazem o bem.
O método mais eficiente e prático
Há muitos anos utilizávamos injeções tanto de hormônio feminino como masculino. As aplicações eram mensais e traziam alguns efeitos colaterais a cerca de 10 a 20% das mulheres. Excesso de pelos, pele oleosa, acne, queda de cabelos. Os sintomas da menopausa regrediam dramaticamente, mas o preço era alto.
Os hormônios femininos administrados por via oral (estrógenos e progesterona) foram muito questionados ultimamente por seus efeitos no sistema cardiovascular. Eles dividiram a opinião dos especialistas quanto ao seu uso prolongado. O método mais prático e fácil é o de adesivos que transferem o estrógeno (hormônio feminino) via transcutânea. O gel de estrógeno segue o mesmo princípio e deve ser usado todos os dias.
E o hormônio masculino?
Vários estudos já provaram que o uso de pequenas doses de hormônio masculino eleva a libido da mulher, propicia condições para melhor desempenho sexual (orgasmo), lubrifica a vagina e eleva o potencial erógeno. Pode ser administrado por via oral (metil testosterona) ou, em certas circunstâncias, como implante de longa duração. Mais recentemente, emprega-se o adesivo cutâneo de testosterona em doses parcimoniosas.
Há efeitos colaterais dos hormônios masculinos?
As vantagens vão além do aspecto sexual. Após a administração do hormônio masculino nota-se melhor força muscular, melhor distribuição da gordura subcutânea. Há também um ganho na ação energética que melhora o desempenho esportivo e/ou de ginástica aeróbica. Excesso de pêlos e pele oleosa com acne sempre poderão surgir, mas diminuem ou desaparecem com breve intervalo sem o hormônio masculino.
Setores especializados já investem em novos produtos com ação de hormônio feminino, mas com menor possibilidade de induzir a efeitos colaterais como câncer de mama ou útero. Estes produtos, já testados em milhares de voluntárias, podem ser amplamente prescritos num futuro breve, após as conclusões dos estudos em curso.
Logo após esse período surge o climatério, quando as mulheres produzem muito pouco hormônio feminino e nada de hormônio masculino. Não há ainda uma conclusão definitiva em relação a uma fase semelhante entre os homens. A andropausa ainda é muito discutível no meio científico, uma vez que os homens continuam a produzir o hormônio masculino (testosterona) até idade muito avançada.
Reposição hormonal feminina
.É consenso entre os médicos que a mulher passa a ter um ganho considerável na qualidade de vida com reposição hormonal nessa fase da vida. A reposição proporciona excelente humor, noites bem dormidas, afasta os calorões, devolve libido e desejo sexual, e ainda preserva sistema ósseo, beleza e juventude. Vamos, então, dar hormônios a todas as mulheres? Claro que não! Existem regras e convenções sobre o tema que são aceitas por quase todos profissionais. No entanto, eu compartilho da opinião que tomar atitudes de total rejeição a terapia hormonal seria pouco lógico e racional. Como sempre a virtude está em selecionar cuidadosamente as mulheres para as quais os hormônios só fazem o bem.
O método mais eficiente e prático
Há muitos anos utilizávamos injeções tanto de hormônio feminino como masculino. As aplicações eram mensais e traziam alguns efeitos colaterais a cerca de 10 a 20% das mulheres. Excesso de pelos, pele oleosa, acne, queda de cabelos. Os sintomas da menopausa regrediam dramaticamente, mas o preço era alto.
Os hormônios femininos administrados por via oral (estrógenos e progesterona) foram muito questionados ultimamente por seus efeitos no sistema cardiovascular. Eles dividiram a opinião dos especialistas quanto ao seu uso prolongado. O método mais prático e fácil é o de adesivos que transferem o estrógeno (hormônio feminino) via transcutânea. O gel de estrógeno segue o mesmo princípio e deve ser usado todos os dias.
E o hormônio masculino?
Vários estudos já provaram que o uso de pequenas doses de hormônio masculino eleva a libido da mulher, propicia condições para melhor desempenho sexual (orgasmo), lubrifica a vagina e eleva o potencial erógeno. Pode ser administrado por via oral (metil testosterona) ou, em certas circunstâncias, como implante de longa duração. Mais recentemente, emprega-se o adesivo cutâneo de testosterona em doses parcimoniosas.
Há efeitos colaterais dos hormônios masculinos?
As vantagens vão além do aspecto sexual. Após a administração do hormônio masculino nota-se melhor força muscular, melhor distribuição da gordura subcutânea. Há também um ganho na ação energética que melhora o desempenho esportivo e/ou de ginástica aeróbica. Excesso de pêlos e pele oleosa com acne sempre poderão surgir, mas diminuem ou desaparecem com breve intervalo sem o hormônio masculino.
Setores especializados já investem em novos produtos com ação de hormônio feminino, mas com menor possibilidade de induzir a efeitos colaterais como câncer de mama ou útero. Estes produtos, já testados em milhares de voluntárias, podem ser amplamente prescritos num futuro breve, após as conclusões dos estudos em curso.
Veja OnLine - MAR 2007



