quarta-feira, 7 de setembro de 2011

(CBAEM) Congresso Brasileiro de Atualização em Endocrinologia e Metabologia / (COPEM) Congresso Paulista de Endocrinologia e Metabologia

O Congresso Brasileiro de Atualização em Endocrinologia e Metabologia (CBAEM) e o Congresso Paulista de Endocrinologia e Metabologia (COPEM) foram realizados nas datas de 24 a 27 de agosto de 2011, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, reunindo cerca de 2500 congressistas, vários convidados de outros países e dezenas de professores e docentes das várias universidades do Brasil. Como várias sessões foram simultâneas, os congressistas tinham que optar por uma das 4 salas onde determinado assunto/patologia/diretrizes de tratamento estavam sendo discutidas. A avaliação geral do congresso foi boa com alguns problemas na área de projeção de dados, rápida mudança de figuras e gráfico, sem tempo para leitura e salas muito cheias pelo enorme interesse dos (das) Congressistas.

Na 4ª. feira, 24/8/2011, alguns cursos foram apresentados, salientando-se o de Densitometria Óssea (João Lindolfo Borges), Terapêutica Hormonal da Menopausa (Dolores Pardini) entre outros.


Na parte de tireóide, o Dr. David Cooper da Johns Hopkins University (foto) discorreu sobre o tratamento do Hipertiroidismo, baseando-se nas diretrizes recentemente publicadas na revista THYROID. Vários temas, dentro do contexto de Hipertiroidismo foram abordados, notando-se que os médicos norte-americanos usam o iodo radioativo como terapêutica inicial em 80% dos pacientes, enquanto os europeus, japoneses e latino-americanos preferem tratar pacientes com hipertireoidismo com fármacos por 12 a 18 meses antes de optar por cirurgia ou iodo radioativo.


Em outra palestra, o Dr. Cooper mencionou as últimas restrições do Federal Drug Administration a respeito do fármaco PTU (propiltiouracil) o qual teria conseqüências sérias para o fígado.


Tratar ou não o Hipotiroidismo Subclínico foi o tema do Dr. Sgarbi (Marilia, SP) notando-se que a maioria dos endocrinologistas tem a tendência de optar por tratamento desde que os testes de função da tireóide se mostrem alterados, mormente quando existe doença de tireóide familiar.


O Dr. Helton Rocha (Bahia) apresentou dados recentes da genética do hipotiroidismo congênito, inclusive sua experiência no estudo genético de tireóide fetais.


Naturalmente, o assunto câncer de tireóide foi muito comentado, discutido e criticado, tanto nas modalidades destinadas a avaliar a presença de nódulo suspeito até a moderna genética molecular do Carcinoma Papilífero. Novas terapêuticas quimioterápicas para câncer de tireóide resistente a iodo radioativo foram apenas mencionadas.


Outro ponto interessante do congresso foi a introdução de palestras, visando delinear o que ocorreu de importante nos vários setores da endocrinologia sob o título de “O ano em tireóide”, “O ano em obesidade”, “O ano em diabetes” e assim por diante.


Em síntese, o Congresso atingiu plenamente suas finalidades de atualização e aprendizado para todos os seus participantes.


O Prof. David Cooper, da John Hopkins University,
falando sobre tratamento do Hipertiroidismo
(CBAEM-COPEM, agosto 2011)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A “pílula” que substitui o exercício físico

Muito bom para ser verdadeiro?
Prof. Geraldo Medeiros


Todos os médicos e nutricionistas que se dedicam a induzir os indivíduos com sobre peso ou obesidade sabem da enorme dificuldade em convencê-los de que exercício físico aeróbico é fundamental para “queimar” as gorduras, melhorar músculos e articulações, liberar endorfinas e ativar a circulação. No entanto os(as) gordinhos(as) estão sempre com alguma desculpa para não seguir a orientação médica de fazer exercícios regulares, seja em casa (mais difícil ainda) ou em Academias (onde existe a odiosa comparação com as garotas saradas que lá vão todos os dias).

Bem, o ideal seria termos no arsenal farmacêutico uma “pílula” que induzisse no corpo humano uma intensa queima calórica comparável à meia hora ou 60 minutos de exercício aeróbico. Recentemente, pelo menos em termos de pesquisa, já temos algo a informar.

O músculo esquelético, isto é, os grandes músculos de braços, pernas, abdômen e costas são potenciais “queimadores” de gordura, consomem glicose e insulina, e necessitam de oxigênio para fazer todos estes processos. Os músculos esqueléticos possuem dois tipos de fibras:


quinta-feira, 7 de julho de 2011

93° CONGRESSO DA ENDOCRINE SOCIETY (ENDO 2011)

BOSTON, MA – USA (03 a 07 DE JUNHO DE 2011)


O referido ENDO 2011 teve lugar no excelente e espaçoso “Boston Convention and Exhibition Center”, ultra moderno com todas as facilidades para comunicação e ampla visão para os congressistas.

Cerca de 7.500 endocrinologistas clínicos e pesquisadores básicos, além de alunos de pós-graduação (mestrado, doutorado) se beneficiaram das excelentes conferências (divididas em clínicas, básicas e translacionais). Vários simpósios simultâneos levavam o congressista à difícil escolha de qual assistir.

Os encontros com professores, sempre com um tema atual, foram muito informais com perguntas de audiência e respostas do professor.

Muito interessante foi o espaço destinado à avaliação do que ocorreu de mais importante em determinada sub-especialidade. Por exemplo: o Ano na área de moléstias ósseas metabólicas, o Ano em obesidade e assim por diante. Novos simpósios à tarde além de visitas aos posters separados por sub-especialidades, com a insígnia de C (Clinico); B (Básico); T (Translacional).

As diversas indústrias farmacêuticas realizaram os seus concorridos Simpósios, seja muito cedo pela manhã, seja à noite com direito a jantar.

Alguns dos simpósios que assisti, bastante interessantes, foram: