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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

CÉLULAS TRONCO: ESPERANÇA PARA DIABÉTICOS

Geraldo Medeiros
 

Obtenção de células tronco

As células tronco são reconhecidas como uma alternativa terapêutica futura para várias moléstias (diabetes, neuropatias, defeitos congênitos, moléstias genéticas). Muito se tem debatido a respeito de como obtê-las, nas razões éticas de serem utilizadas, nas possibilidades ainda incipientes de renovarem tecidos “doentes” como miocárdio, células hepáticas alteradas, reconstrução de nervos, outras alterações neurológicas bem como várias outras aplicações potenciais em diversos setores do corpo humano.Apesar dos biólogos e médicos reconhecerem que as células tronco têm um enorme potencial de aplicações, existem barreiras legais e éticas para a obtenção deste material biológico. Como se sabe, o enorme desenvolvimento da Reprodução Assistida, em Clínicas especializadas em Fertilidade Humana, teve como conseqüência, a progressiva elevação de embriões humanos conservados em nitrogênio líquido, em temperaturas muito baixas e que ficam por tempo indefinido aguardando solução. O que fazer com os embriões humanos? Legalmente não se pode destruí-los. Razões religiosas, éticas e legais ainda não permitem o uso destes embriões para obtenção de células tronco. É possível, segundo especialistas, que apenas parte do embrião humano possa ser retirado, as células tronco obtidas cultivadas e eventualmente utilizadas, mas mesmo tal proposta é, ainda, discutível e controversa.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Cirurgia bariátrica

Cirurgia bariátrica em obesos mórbidos com diabete tipo 2 leva à remissão do diabetes após significativa perda ponderal




O objetivo deste estudo foi investigar o mecanismo pela qual a cirurgia bariátrica induz remissão do diabete tipo 2. 

35 pacientes com obesidade mórbida e diabete tipo 2 foram estudados após 1 ano decorridos de cirurgia bariátrica de 2 tipos: apenas redução do estomago (grupo 1) e cirurgia com redução de estomago e transposição do intestino (grupo 2). Ambos os grupos de pacientes perderam substancialmente peso, após as cirurgias. Com simples redução do estomago, 7 pacientes tiveram remissão do diabete, enquanto que com a cirurgia mais complexa 13 pacientes ficaram livres do diabete tipo 2. Os autores estudaram vários hormônios gastrointestinais e notaram que quase todos pacientes voltaram a apresentar níveis normais de hormônio da área intestinal, após ambas as cirurgias.
 

Em conclusão, comentam os autores que, tanto uma como outro tipo de cirurgia, apresentam impacto similar na remissão do diabetes com nítida melhora da sensibilidade de célula beta do pâncreas (que fabrica insulina). A escolha do tipo de cirurgia depende de total concordância entre os médicos de formação clínica e as equipes cirúrgicas, visando minimizar os efeitos colaterais de cada procedimento cirúrgico.