segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Anorexia nervosa

Prof. Geraldo Medeiros

Notícias do Reino Unido

Recente estudo pediátrico conduzido na Grã-Bretanha revelou que, em um ano, 206 meninas pré-adolescentes (até 12 anos) relataram aos médicos que tinham sérios problemas de alimentação com “virtual pavor” de engordarem. Usavam métodos conhecidos de disfunção chamada Bulimia, ou seja, abuso de laxativos, provocavam o vômitos após refeições e evitavam alimentar-se em público. Pasmem todos: entre o grupo de meninas havia uma criança de apenas 6 anos!

Este fenômeno é enquadrado no grupo de “Moléstias da Nutrição” (Eating Disorders) e causa sérios distúrbios na saúde da adolescente, no relacionamento com a família e no ambiente escolar, podendo, inclusive levar à morte, como todos nós tivemos ocasião de ler nos jornais e na televisão sobre a ditadura instalada por alguns estilistas de moda de que “magreza nunca é demais” quando se referem às Top-Models dos Fashion shows periodicamente realizados.



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

CÉLULAS TRONCO: ESPERANÇA PARA DIABÉTICOS

Geraldo Medeiros
 

Obtenção de células tronco

As células tronco são reconhecidas como uma alternativa terapêutica futura para várias moléstias (diabetes, neuropatias, defeitos congênitos, moléstias genéticas). Muito se tem debatido a respeito de como obtê-las, nas razões éticas de serem utilizadas, nas possibilidades ainda incipientes de renovarem tecidos “doentes” como miocárdio, células hepáticas alteradas, reconstrução de nervos, outras alterações neurológicas bem como várias outras aplicações potenciais em diversos setores do corpo humano.Apesar dos biólogos e médicos reconhecerem que as células tronco têm um enorme potencial de aplicações, existem barreiras legais e éticas para a obtenção deste material biológico. Como se sabe, o enorme desenvolvimento da Reprodução Assistida, em Clínicas especializadas em Fertilidade Humana, teve como conseqüência, a progressiva elevação de embriões humanos conservados em nitrogênio líquido, em temperaturas muito baixas e que ficam por tempo indefinido aguardando solução. O que fazer com os embriões humanos? Legalmente não se pode destruí-los. Razões religiosas, éticas e legais ainda não permitem o uso destes embriões para obtenção de células tronco. É possível, segundo especialistas, que apenas parte do embrião humano possa ser retirado, as células tronco obtidas cultivadas e eventualmente utilizadas, mas mesmo tal proposta é, ainda, discutível e controversa.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Comer de 3 em 3 horas emagrece?

Geraldo Medeiros

A contínua “conversa” entre o estômago e o cérebro

A sensação de fome surge, como todos sabemos, depois de um período sem alimentação de várias horas sendo, popularmente, definida por frases como “meu estômago está roncando”, “sinto um vazio na barriga” e por aí vai. Portanto desde há séculos já se sabia que o nosso aparelho digestivo, de alguma forma, envia sinais para a área cerebral avisando que falta comida. Algumas pessoas podem passar longas horas sem comer, sempre atarefadas, absorvidas em suas atividades, pressionadas para terminar uma tarefa, um projeto, um importante trabalho. Nestas ocasiões o sinal do estômago pode estar falhando, mas o mais provável é que o cérebro, nosso computador central estaria tão ocupado, tão ativo e tão concentrado no projeto, no trabalho, que deixa de receber os sinais desesperados do estômago vazio. Mas no comum de todos os dias a maioria das pessoas acorda e, após a higiene pessoal, se dirige à mesa para o café da manhã, o qual pode ser frugal (o mais comum em nossos hábitos alimentares) ou muito copioso (como “break-fast” dos anglo-saxões). Não é raro o comentário de crianças, adolescentes e pessoas adultas de afirmarem “nada como de manhã, não tenho fome”. Possivelmente os sinais do estômago não estão sendo emitidos ou o sistema central já se acostumou com a ideia de que não é necessário comer pela manhã. Estas pessoas estão totalmente erradas sob o ponto de vista nutricional. O sistema metabólico, pela manhã, ainda está lento após horas de sono. Para que inicie os procedimentos de “queima” calórica, é necessário que o alimento chegue ao tubo digestivo.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Bócio: tireoide aumentada de tamanho

Geraldo Medeiros

A tireóide pode aumentar de tamanho se faltar iodo

A tireóide, glândula situada na região cervical anterior, logo abaixo da cartilagem de mesmo nome (chamada de “Pomo de Adão”) foi, pela primeira vez, descrita com detalhes anatômicos pelo genial artista, pensador, inventor e filosofo Leonardo da Vinci. O desenho de Leonardo mostra, nitidamente, a glândula tireóide, em forma de “borboleta”, situada entre as duas artérias que levam o sangue para o cérebro (carótidas). Naquela ocasião, no século XVII pouco (ou nada) se sabia das funções desta importante glândula.

Mas o conhecimento de que a tireóide podia se mostrar aumentada, volumosa, fazendo-se saliente no pescoço é muito antigo. Os chineses já sabiam que em regiões montanhosas da CHINA, muitas pessoas tinham o “pescoço grosso, entumescido”. Empiricamente a Medicina chinesa tratava estes pacientes com “esponja do mar” que hoje sabemos conter iodo. Um historiado romano, Juvenal, ao acompanhar as tropas do exército romano que partiam para consolidar a conquista da Gália (atual França) observou que os habitantes dos Alpes apresentavam grande volume no pescoço que se denominava de “Guttur”, vocábulo em latim que deu origem à “goiter, goitre”. Em português chama-se BOCIO ou Papo. Somente no século XIX, após descoberta do iodo (1805) é que se aventou a hipótese de que regiões montanhosas, longe do mar, poderiam ter falta de iodo, o que levaria a glândula tireóide a crescer.



terça-feira, 24 de outubro de 2017

Acne e pelos excessivos em mulheres

Geraldo Medeiros

O excesso de pelos na mulher tem várias causas

Desde a época remota das antigas civilizações seja no vale do rio Eufrates (atual Iraque), ao longo do rio Nilo, onde floresceu as fabulosas dinastias dos Egípcios, continuando pela civilização Grega, culta e refinada, seguida pelo Império Romano, até os dias de hoje, a Mulher sempre se preocupou em aprimorar a beleza, disfarçar imperfeições, sustar os “estragos” do tempo, remover o excesso de pelos, e muito recentemente usar de todos os meios e artifícios da Dermatologia e Estética para manter-se Bela. É óbvio que certas imperfeições, ou pequenos problemas podem ser revolvidos no consultório dermatológico. A cirurgia plástica estética irá proporcionar rejuvenescimento e muita autoestima.


No entanto um dos mais comuns dos problemas que afligem as mulheres – acne e excesso de pelos – muito frequente tanto em adolescentes quanto em mulheres jovens, ainda é objeto de controvérsia entre especialistas em doenças de pele e o endocrinologista. (que entende de hormônios) Talvez exista a tendência do dermatologista de “remover” os pelos indesejáveis pelos métodos comuns que todas as mulheres conhecem enquanto que o endocrinologista irá insistir em saber as causas que levaram ao aparecimento dos pelos excessivos.

Basicamente o excesso de pelos pode ser dividido em dois grupos de causas: (1) Depende de alterações hormonais, que, induzem excesso de hormônios masculinizantes (chamados de Androgênicos). (2) Medicações que levam ao aparecimento de pelos indesejáveis.

Muitas mulheres, principalmente mais jovens, vêm ao médico para se queixar de pelos excessivos nos braços e nas pernas (além, é claro, do buço, tipo “bigode”). O endocrinologista sabe que este tipo de excesso de pêlos é caracteristicamente genético, hereditário, está embutido no Genoma de certas etnias que circundam o Mediterrâneo. Portanto, as descendentes de árabes (Sírio-Libanês), de italianos do Sul da Itália (calabresas, sicilianas, napolitanas), as espanholas e as gregas, as portuguesas e as árabes do norte da África, são mais “peludinhas” que outras etnias do norte da Europa. Este tipo de excesso de pelos branquiais nada tem de hormonal, nem depende de andrógenos alterados. Simplesmente faz parte das características étnicas destas populações e a solução é antiga e eficiente: remover com cera, com cortes periódicos, com toda a metodologia estética hoje à disposição da beleza feminina (Laser).


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Andropausa: Novos conceitos e tratamentos

Dr. Geraldo Medeiros

A dificuldade de uma definição adequada
 
A associação entre o processo de envelhecimento e o declínio da atividade viril sempre foi reconhecida por médicos e leigos, levando muitos indivíduos a buscar, incessantemente, substâncias ditas “afrodisíacas” (as quais, enganosamente, se propõem a aumentar a libido) seja do tipo químico, (ginseng, yoimbina, extratos de testículos), obtidas de vegetais, (erva de São João, pimentas variadas), especialidades nutricionais (ouriço do mar, ostras) e até chifre de rinoceronte (quase que levou à extinção do pobre animal). Um raio de esperança passou pelos idosos quando um famoso médico francês, Brown-Sequart, afirmou na Academia Francesa (final do século XIX) que tinha se tornado um atleta sexual com injeções de extratos de testículos bovinos, além de ter mais força muscular, excelente energia, e maravilhosa disposição para trabalho. Ledo engano! O extrato dos testículos bovinos nada tinha de substâncias hormonais masculinas sendo todos os efeitos maravilhosos mencionados produto da fértil imaginação do idoso cientista.

Em 1935, três pesquisadores ganharam o Prêmio Nobel de Medicina por sintetizarem o hormônio masculino o qual recebeu o nome de TESTOSTERONA. Desde então o “climatério masculino” ou andropausa foi, indiscriminadamente, tratado com este hormônio até que se observaram danosos efeitos no FÍGADO (hepatite tóxica) e na próstata (aumento exagerado prostático, câncer de próstata) além de outros efeitos colaterais. Com o melhor conhecimento da fisiologia masculina (no idoso) tornou-se possível lançar novos conceitos. Hoje se fala em Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) ou Deficiência Testicular de Início Tardio (DTIT) com o objetivo de mostrar maior clareza e precisão no diagnóstico.


Testosterona total e Testosterona livre

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Alimentos do tipo “diet” e “light”

Geraldo Medeiros

O significado nutricional dos alimentos “diet” e “light”

Existe uma natural confusão entre o alimento tipo “diet” e os que são denominados de “light”. Ambos os vocábulos são emprestados do idioma inglês, mas a tentativa de traduzir para “alimento dieta” e “alimento leve” não pegou. Todos falam de “diet” e “light” e a maioria dos consumidores associa a estas qualificações como sendo de produtos de BAIXAS CALORIAS e, consequentemente, recomendados para pessoas que desejam perder alguns “quilinhos”. Ledo engano! Alguns alimentos “diet” surpreendentemente podem ter mais calorias que o produto original. Para que esta confusão, tão comum e difundida, possa ser esclarecida é necessário que voltemos às Resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) na qual se reserva o termo “diet” para dois tipos de alimentos:

1. Alimentos para dietas de diabéticos, obesos, hipertensos, com doença renal ou cardíaca crônica (entre outros tipos de moléstias) nos quais existe restrição de algum nutriente importante nos produtos alimentícios indicados para a saúde dos pacientes acima referidos. Por exemplo: alimento no qual se retirou o açúcar e se adicionou o adoçante não calórico. Este alimento pode ser receitado ou recomendado para diabéticos. Os que têm doença renal crônica irão precisar de alimentos com baixo teor de proteína e sódio. Os hipertensos precisam controlar a ingestão de sódio.

2. Ainda dentro dos alimentos “diet” se colocam os que são destinados aos que têm excesso de peso e desejam ter alimentos com restrição de alguns nutrientes tais como carboidratos e açúcares. Os alimentos “diet” restritos em carboidratos (pães, balas, chocolates) podem ter, no máximo 0,5 grama de açúcar por 100g de alimento. Os alimentos restritos em gordura, como o iogurte desnatado, devem ter 0% (zero) de gordura. Os restritos em proteínas devem, também, ser isentos deste nutriente. É importante que fique bem claro que nem todos os alimentos “diet” apresentam diminuição significativa de CALORIAS e, portanto, são uma “armadilha” nutricional para quem quer emagrecer. Um exemplo clássico é o chocolate “diet” no qual o açúcar foi substituído por adoçante. Muitas vezes para torná-lo mais palatável o fabricante adiciona gordura o que o faz mais calórico do que o chocolate normal. O chocolate “diet” é indicado para os diabéticos, mas não há vantagem para quem quer perder peso.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A temida Celulite Feminina

Geraldo Medeiros

A definição de celulite é controversa

Existe uma definição feminina, ou apontada pelas “amigas”, que é vaga e imprecisa. Basta a mulher ter umas pequenas depressões na região das coxas (região também chamada “culote”), que logo se instala a “neura” da celulite. Nos meios médicos a celulite seria uma alteração dos tecidos que sustentam a pele, afetando o sistema celular que dá origem a fibroblastos, que serão transformados em fibras formadoras do arcabouço de apoio ao conjunto de células subcutâneas (adiposas, vasculares, nervos, músculo). Os médicos dão o nome de “celulite” a fenômenos que, basicamente, são lipoesclerose ou fibro-edema ginoide.

Estes nomes complicados se traduzem por excesso de gordura (muitas células adiposas) e aumento de tecido fibroso subcutâneo (para a “celulite” tipo lipoesclerose). Na segunda denominação se encontra novamente o excesso de tecido fibroso, surge o edema (muito líquido) e se agrega a palavra ginoide, isto é, alteração dermatológica própria da mulher.


As causas da celulite da mulher

Como a “celulite” é raramente observada no sexo masculino, esta manifestação cutânea é um “fantasma” na vida feminina. A deformação estética seria a soma de várias alterações no subcutâneo, talvez iniciadas por uma nutrição deficiente das células que dão firmeza e sustentam o subcutâneo. É provável que alterações da microcirculação subcutânea leve a alterações com “morte celular” devido a menor oxigenação. A célula que morre é substituída por tecido fibroso o qual irá provocar pequenas depressões no tegumento cutâneo. Os adipocitos (células que contém gordura) são essenciais para manter a textura do subcutâneo, pois, devido a sua elasticidade, permitem uma pele bem lisa e “esticada”. No caso de excesso de adipocitos (alimentação exagerada, compulsão por doces / chocolates, bebidas alcoólicas em exagero) os adipocitos se multiplicam debaixo da pele, formando verdadeiras “ilhas” de gordura que irão deformar a pele. Outro problema sério é o desequilíbrio hormonal feminino. A falta de ovulação mensal, o excesso de hormônio feminino (estradiol), a eventual geração de hormônios com ação masculinizante, em seu conjunto podem alterar a população celular subcutânea, induzir mais fibrose, alterar a micro vascularização e conduzir ao aspecto cutâneo irregular, por compressão de vasos locais, aumento do tecido adiposo, provocando as conhecidas ondulações na pele.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

As doenças da tireóide estão aumentando?

Geraldo Medeiros


Prevalência de moléstias da tireoide na população.

Tanto os pacientes como os médicos notaram que nestas duas últimas décadas, um número crescente de pessoas surgiu com alterações da tireoide, esta importante glândula situada na região cervical, que produz dois hormônios: a tiroxina (chamada de T4) e a tri-iodo-tironina (conhecida como T3). As denominações provêm do fato de que a T4 possui 4 átomos de iodo e a T3 apenas 3 átomos de iodo. Quase toda a tiroxina secretada pela tireoide perde um átomo de iodo e se transforma em T3 o qual é a forma ativa de hormônio tireóideo, executando as tarefas metabólicas (aumento do gasto energético, maior consumo de oxigênio, “queima” de gordura) bem como propiciando o crescimento das crianças, estimulando a geração de proteínas cardíacas, acelerando a excreção de sódio pelos rins, e muitas outras funções. Portanto, quando faltam os hormônios da tireoide surge o HIPOTIREOIDISMO, isto é, pouco hormônio da tireoide está disponível. É evidente que se um(a) paciente tem sua tireoide retirada por cirurgia, em sua totalidade, não haverá produção de hormônios tireóideos e, fatalmente, ocorre o HIPOTIREOIDISMO, o qual deve ser tratado com um comprimido de Tiroxina por toda a vida. Mas a tireoide pode, também, funcionar demais, ou seja, o paciente tem HIPERTIREOIDISMO (muito hormônio é secretado pela tireoide). Neste caso nota-se logo o emagrecimento, perda de força muscular, excessivo batimentos cardíacos (taquicardia, arritmia) fome exagerada, número de evacuações aumentadas e em cerca de 10% dos pacientes surge alterações oculares (olhos saltados para fora, com inflamação).


O HIPOTIREOIDISMO está aumentando na população.


A falta de função da tireoide é bem mais comum em mulheres e se eleva com a idade. A causa mais comum decorre da auto-agressão do paciente a sua própria tireoide. O mecanismo é relativamente simples de se entender. O(a) paciente pode herdar genes que a predispõe a ter este tipo de comportamento. Os genes que induzem a chamada auto-agressividade contra a própria tireoide já foram, parcialmente, identificados. Para nós basta olhar a família do(a) paciente. Quando existem muitos parentes próximos afetados com doença de tireóide, existe mais chance da descendência de vir a apresentar doença auto-imune da tireoide. O fenômeno parece ser dependente de permissividade ambiental, Isto é, existe uma predisposição genética, mas é importante um fator desencadeante ambiental. Este fator ambiental seguramente é o excesso de iodo. Quando uma população vive, anos a fio, com excesso de iodo na alimentação, a tireóide (cheia de iodo) torna-se “a bola da vez” para o nosso Sistema Imunitário. Este, achando que a tireóide muito iodada, não pertence ao corpo que a abriga, passa a gerar anticorpos contra a tireoide, os quais inicialmente causam inflamação e, logo, inicia-se um ataque destrutivo às células tireóideas. Com o tempo vem a falta de produção de hormônios e a paciente torna-se HIPOTIREOIDIANA, isto é, sem produção de hormônios da tireóide. Esta doença também é chamada de Tireoidite crônica ou Doença de Hashimoto e, em nossa população da cidade de São Paulo chega a atingir cerca de 16% das mulheres e 4% dos homens. Isto porque durante 1998 e 2004 o nosso sal (para uso humano) esteve excessivamente iodado. MUITO IODO torna a glândula tireoide mais antigênica, isto é, atrai anticorpos anti- tireoide. A solução é o tratamento diário, uso contínuo, de comprimido de Tiroxina, todos os dias pela manhã, em jejum.



terça-feira, 22 de agosto de 2017

A dieta da genética

Geraldo Medeiros


A dieta da genética
A genética governa o nosso metabolismo interno, seja na parte de acúmulo e gasto energético, seja no setor de fome e saciedade. Portanto, nada mais claro e evidente que tenhamos que organizar para cada paciente um tipo de dieta que lhe é absolutamente individual, isto é, que atenda aos eventuais desvios que os genes desfavoráveis realizam, isto é, empurrando o paciente a se empanturrar de doces e carboidratos, a ter compulsão por chocolates, a ter o terrível hábito de consumir alimentos à noite (o famoso pic-night) bem como a voracidade com que ingere alimentos nem sequer permitindo que a esplêndida e eficiente comunicação entre o tubo digestivo e o cérebro (através de peptídeos intestinais como ghrelina, PYY, GLP-1) tenham a chance de se manifestar. Por outro lado, a ciência reconhece hoje que o sistema nervoso central, nas zonas hipotalâmicas do cérebro têm papel fundamental na ingesta e, mais importante do que esta, na seletividade do que comemos. Está lá tudo programado, isto é, quando devemos comer, quais os alimentos mais indicados, os menos desejados, enfim tudo organizado para uma perfeita harmonia. Mas, e este é um enorme MAS, os genes e o ambiente modificam toda a “harmonia da orquestra” para “desafinarem” e induzirem preferência total para, por exemplo, doces e carboidratos, chocolates e sorvetes, pic-nite e outros vícios de ingestão de “tranqueiras” a toda hora. Neste sentido é que se impõe a DIETA DA GENÉTICA, adaptada a cada caso clínico.


Genes, insulina e carboidratos
Vamos falar da genética predisponente a diabetes e obesidade. Por que estas duas condições clínicas andam juntas? Primeiro, porque os genes chamados de candidatos a induzirem diabetes e aqueles que são orientados a produzirem obesidade estão muito próximos e localizados na mesma região cromossômica. Seria isto um acaso? Algo fortuito? Apenas uma coincidência? Não acredito. A mãe natureza não seria tão absurdamente errônea ao colocar juntos os genes de diabetes e obesidade uma vez que, como se sabe, o excesso de peso leva, em longo prazo, apreciável número de pacientes ao diabetes. Acreditamos que os pacientes que possuem razoável número de familiares próximos com obesidade e diabéticos passam a gerar descendentes, cujas células Beta do Pâncreas (secretores do hormônio insulina) sejam muito sensíveis ao estímulo produzido por elevação do “açúcar do sangue”, isto é, a glicose circulante. Esta sensibilidade exagerada à elevação da glicose irá causar sérios problemas aos que são portadores de tais genes. Ingerida substancial porção de doces, pães, bolachas, massas, batatas, arroz, etc., todos estes alimentos são convertidos em glicose (açúcar do sangue). Esta glicose elevada conduz a uma super-hiper-resposta das células beta a soltar uma enormidade de insulina. Portanto, os genes desencadearam um fenômeno fisiológico totalmente errado e de consequências graves.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Cistos e nódulos na tireoide

Geraldo Medeiros

Os cistos e nódulos na tireoide são comuns.

A glândula tireoide situa-se na face anterior do pescoço, logo abaixo da cartilagem chamada “pomo de Adão” assim denominado por ser mais visível e proeminente no sexo masculino. Em adultos a tireoide é maior nos homens (até 18 gramas) e menor no sexo feminino (até 15 gramas). Aumenta no período gravídico para atender as necessidades hormonais da mãe e da criança em gestação e decresce com a idade, podendo apresentar-se como atrófica (menor que 5g) acima dos 65-70 anos. A tireóide produz dois hormônios (T3, T4) com ampla atividade no sistema energético, induzindo a “queima” de gordura para gerar calor. É indispensável para o tegumento cutâneo (cabelos, unhas), para a manutenção do colágeno (que sustenta a pele e a mantém viçosa e jovem), importante para a fertilidade da mulher, indispensável para o bom funcionamento do fígado, dos rins, do coração e do nosso sistema nervoso central. Enfim o bom funcionamento da tireóide, como “governanta” da casa fará com que nosso peso seja mantido, permaneçamos jovens e saudáveis. Decorrente deste fato, nos últimos 10-15 anos tornou-se freqüente a solicitação de exames de sangue visando aferir a função da tireoide, principalmente em mulheres (mais sujeitas a doenças da tireoide). Passou-se, portanto, a detectar-se com mais frequência a falta de função da glândula (HIPOTIREOIDISMO) em pessoas que nada ou quase nada sentiam. Mais recentemente o uso cada vez mais frequente da ultra-sonografia, método de imagem que permite visualizar a tireoide e estruturas vizinhas no vídeo, isto é, na tela do computador, indicou que número crescente de pessoas apresenta CISTOS (pequenas esferas cheias de líquido) ou Nódulos (formações geralmente sólidas dentro do tecido tireóideo). Obviamente o achado de um cisto ou nódulo na tireoide causa certo grau de temor ao paciente pensando tratar-se de enfermidade maligna.


O diagnóstico de cistos / nódulos da tireoide

O achado de um ou mais cistos na tireóide é relativamente comum e mais frequente após os 40-50 anos. A origem do cisto é provavelmente a “morte” de um conjunto de células da tireoide, criando uma área desprovida de função, a qual é, rapidamente, preenchida por líquido da circulação e, finalmente, assumindo forma esférica. Na ultra-sonografia surge como uma “bolinha” escura, pois os ecos emitidos pelo aparelho ecográfico atravessam o líquido e não retornam (fenômeno que se chama hipoecogenicidade). Do ponto de vista prático os cistos são benignos. Somente quando existe no seu interior um “pedaço” de tecido, projetando-se para o interior liquido é que pode pensar em realizar uma punção deste tecido e examinar as células em microscópio. Apenas 2% dos cistos podem albergar tecido maligno no seu interior.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A Hipófise e a Tireoide no idoso

Geraldo Medeiros

A Hipófise é a glândula “mestra” do nosso corpo 


A Hipófise, pequena glândula com dois lobos e uma haste central, localizada logo atrás da parte superior do nariz, seria a conexão do sistema produtor de hormônios (sistema endócrino) com a região do sistema nervoso central chamada de hipotálamo. 
 Esta região do nosso cérebro “conversa” o tempo todo com a hipófise através da haste hipofisária a qual traz e leva informações que “nosso computador central”, isto é, o cérebro quer transmitir ao nosso sistema hormonal. Desta forma o Hipotálamo manda mensagens químicas para a Hipófise indicando que deve iniciar a produção de hormônio estimulador da tireóide (chamado TSH). Tal informação é realizada por um composto químico constituído por três amino ácidos o qual é denominado TRH. Por outro lado, o Hipotálamo controla os hormônios que estimulam as gônadas (tanto masculinas como femininas) enviando o GnRH à glândula Hipófise. Outros elementos químicos como o CRF e o GRF estimulam a hipófise a produzir hormônio, respectivamente das supra-renais e o hormônio de crescimento. Em resumo: O Hipotálamo é uma verdadeira fábrica de elementos químicos que controlam nossa glândula mestra: a Hipófise.


O sistema hipofisário e a terceira idade

quarta-feira, 5 de julho de 2017

A insônia como causa da obesidade


Geraldo Medeiros

As múltiplas causas da alta prevalência de obesidade.Como amplamente noticiado pelas revistas médicas, pelos periódicos, pela televisão e tantos outros meios de comunicação, a obesidade está aumentando em todo o mundo. Em alguns países como os Estados Unidos e a Grã Bretanha já atingem 60% da população (com sobrepeso e obesidade). Concomitantemente, este maior número de obesos(as) concorre para elevar a prevalência de diabetes, o que assusta as autoridades de saúde tanto pelo maior risco de dano à saúde individual como pelo altíssimo custo social que representa esta associação obesidade e diabetes. Argumenta-se que a nossa dieta evoluiu do consumo mais saudável de alimentos naturais (carnes, vegetais, frutas, legumes, cereais) para nutrição quase que exclusiva de alimentos processados industrialmente. Nestes estão incluídos as refeições pré-cozidas, condimentadas, prontas para o micro ondas, mas com preservativos químicos, antioxidantes, corantes diversos, sabores artificiais. As deliciosas pizzas, os hamburguês, as batatas fritas, os salgadinhos, doces, balas, chocolates, estão em todos os locais desde os supermercados como nos bares da esquina e nos ambulantes que se espalham pela cidade. Argumenta-se, ainda, que nós passamos a ser muito sedentários: o automóvel, a moto, o elevador, a escada rolante nos privam do mínimo de exercício saudavelmente recomendado pelos médicos. Neste evoluir dos anos vindouros, a prevalência de obesidade continuará a crescer, preocupando os Governantes tanto do ponto de vista de Saúde Pública como nas consequências econômicas que trará.


quarta-feira, 28 de junho de 2017

OSTEOPENIA E OSTEOPOROSE

Geraldo Medeiros

Após sua consulta anual com seu Ginecologista o exame da densitometria óssea foi solicitado.Qual o objetivo deste exame?

A população feminina quando se aproxima dos 45-50 anos pode passar a ter fenômenos de Menopausa, ligados ao declínio da produção do principal hormônio feminino, isto é, o ESTRÓGENO.

Além de vários sintomas e sinais que surgem nesta época, a falta relativa e absoluta de hormônio feminino contribui para a progressiva diminuição da quantidade de cálcio no sistema ósseo. Isto porque o hormônio feminino, durante a vida fértil da mulher, favorece a deposição de cálcio no osso, tornando-o mais resistente e compacto.

Mas o que é este exame de nome complicado – densitometria óssea?

O nome pode ser complicado, mas a tradução é simples: o aparelho percorre o organismo e examina as vértebras da coluna, os ossos da articulação coxo-femural, enfim, analisa parcialmente o esqueleto. Em seguida calcula quanto de cálcio está presente por unidade de massa óssea (ou seja, verifica a Densidade mineral do osso). A seguir indica por imagens coloridas em que nível de conteúdo de cálcio a paciente se localiza.

  1. zona verde: ótima densidade óssea
  2. zona amarela: concentração mediana de cálcio no osso
  3. zona vermelha: baixa concentração de cálcio no osso.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Cirurgia para obesidade

CIRURGIA PARA OBESIDADE: quando se indica, como se executa, quais as consequências?



Para quem se indica a cirurgia.

A epidemia de obesidade observada em todo o mundo moderno elevou, substancialmente, o número de obesos considerados como “mórbidos”. Este grau avançado de obesidade é medido pelo peso do indivíduo (em kg) dividido pela sua altura (em metros) e denominado de Índice de Massa Corporal - IMC. Como exemplo, um homem de 1,70m e com peso de 120kg teria um Índice de Massa Corporal de 41,5kg/m². Os obesos de grande porte são aqueles que apesar de inúmeras dietas, longa permanência em SPAs, uso constante ou esporádicos de medicamentos variados e recebendo suporte psicológico adequado, podem perder peso mas voltam ao patamar ponderal anterior (às vezes suplantando o peso inicial). Para este grupo especial de obesos tenta-se a redução de ingestão e absorção de nutrientes por meio de redução do estômago e/ou encurtamento do intestino (procedimentos chamados de cirurgia bariátrica). O consenso mundial aprovado em Congressos e Eventos ligados a Obesidade seria de que somente obesos com IMC superior a 40kg/m² ou com mais de 35kg/m², associados a outras doenças metabólicas importantes (diabetes, hipertensão, excesso de colesterol, insuficiência das coronárias) seriam passíveis de serem selecionados para a cirurgia.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Semana da Tireoide 2017

Semana Internacional de Conscientização sobre a Tireoide 2017


Os principais problemas da tiroide são:

Recém-nascidos – apresentam sinais de falta de função da tireoide desde a sua formação no útero. Essas crianças devem ser tratadas o mais cedo possível para evitar danos a função cerebral.

 
Na idade adulta – as doenças da tireoide são mais comuns em mulheres, bem como aquelas que possuem familiares próximos com doença da tireoide.



quarta-feira, 19 de abril de 2017

A criança obesa

A obesidade infantil é um problema mundial

Podemos dividir o problema das crianças com excesso de peso e as com obesidade instalada (índice de massa corporal elevado) em várias fases temporais. Na fase 1, iniciando-se ao redor de 1970, raramente tínhamos este problema nos ambulatórios do Hospital das Clínicas,  e em hospitais infantis no exterior, como o Hospital de Crianças de Boston. Raros casos surgiam, quase    sempre associados a outros distúrbios psiquiátricos, hormonais ou genéticos. 


A partir, todavia, dos anos 90 o excesso de peso vem ocorrendo progressivamente em crianças de todos os níveis socioeconômicos, em vários grupos étnicos e em todos os Estados Brasileiros. O Nordeste, por exemplo, sempre considerado como albergando grande número de desnutridos, ao final do século vinte, já apresentava uma reversão desta tendência: o número de crianças com sobrepeso e obesidade ultrapassava aquelas com algum grau de desnutrição. Ampla oferta de comida, abundante e barata, pelo fim da inflação, acessível aos bolsos dos menos favorecidos, suplementação social por Bolsas Família, colocaram nas mesas dos socialmente mantidos nas classes D e E, uma quantidade de energia calórica bem maior e consistente do que em passado recente. O resultado parece ser claro: a fome oculta de muitas gerações, o baixo peso ao nascer, fruto de eventual desnutrição protéico-calórica durante a gestação, alterariam o “fomestato”, isto é, os reguladores da Fome e da Saciedade, desviando a entrada de energia calórica para um excesso alimentar, logo armazenado como GORDURA. Este tipo de fenômeno foi, também, observado nos EUA, em que as minorias hispânicas bem como os afrodescendentes têm um enorme contingente de crianças obesas.


A Fase 2 da epidemia de obesidade infantil.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Sudorese Excessiva

Excesso de suor (axilas, palmas da mão) é desagradável
O fato de uma pessoa apresentar transpiração excessiva seja axilar, palmar, no couro cabeludo, traz uma imensa “aflição”, causando angustia e transtornos no relacionamento social. Isto porque a pessoa afetada com o excesso de suor fica constrangida de oferecer as mãos para um cumprimento de rotina porque logo o (a) amigo (a) que lhe estende a mão nota as palmas das mãos muito “molhadas” e, sem pensar, retira, rapidamente, a sua própria mão, com grande embaraço mútuo. Por outro lado, olhando pelo lado da mulher, é realmente constrangedor colocar uma linda blusa de seda e mesmo em ambiente de temperatura amena surgirem em ambas axilas as marcas inconfundíveis de uma transpiração excessiva e embaraçosa.

Na linguagem médica este fenômeno é chamado hiperidrose  (hiper= muito, hidro= líquido).  É óbvio que em condições de calor imenso, umidade extrema, dentro da selva amazônica, todos nós transpiramos excessivamente. Igualmente com febre elevada, alguns tipos de doença grave e infecções generalizadas, a transpiração é uma defesa para dissipar o calor. Estes casos são muito específicos e o que todos querem saber é por quê se transpira tanto sem motivo aparente.

 

quarta-feira, 8 de março de 2017

Função da Tireóide e Depressão

Sintomas de depressão são comuns nas sociedades modernas.

Moléstias depressivas em que coexiste baixa autoestima, pensamentos pessimistas, perda do interesse pelas atividades habituais, insônia, e problemas pessoais de interação com a família, o trabalho, e o meio social são relativamente comuns, atingindo homens e mulheres entre 30 e 50 anos. A prevalência desta alteração psiquiátrica seria de 3 a 17% dependendo do meio cultural e social considerado. Moléstias depressivas são mais frequentes em países de longos invernos (como os países nórdicos), de sociedades muito reprimidas com elevadas exigências desde a idade escolar, competitividade sempre presente, necessidade de continuamente vencer (e nunca perder) como o Japão. É óbvio que situações de crises econômicas universais, com perda do “status” financeiro e social, desemprego, podem levar à depressão.


As depressões têm, sem dúvida, causa genética ocorrendo em famílias, com vários membros afetados. É comum encontrar-se na genealogia do paciente, parentes que cometeram suicídio. A dor constante, persistente, por doença benigna (por exemplo, artrose de coluna) ou maligna (vários tipos de tumores malignos) pode levar à depressão, mormente diante do fato de ser o mal incurável. A ansiedade contínua sempre presente, com sintomas físicos (taquicardia, sudorese palmar, excesso compulsivo na comida, vontade exagerada por doces e chocolates) e psíquicos, tais como sono interrompido (acordar várias vezes durante a noite) ou insônia propriamente dita, com dificuldade para conciliar o sono, está presente em 65% dos pacientes com depressão.

Os antigos médicos, tal como Hipocrates, descrevem a depressão como um estado melancólico, de grande tristeza e mínima comunicação com o meio social. Atribuíam a melancolia às alterações dos humores internos, o que não deixa de ser uma verdade, pois hoje em dia, a depressão tem como causa alterações nos neuro-transmissores (químicos) cerebrais.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O que fazer com a criança que “molha a cama”?

Crianças em idade escolar que “molham a cama”

O fato de crianças escolares entre 8 e 14 anos urinarem na cama durante a noite, de forma involuntária (chamada, em medicina, de enureses), é bem mais comum do que os pais julgam poder acontecer. Em estudo conduzido nos Estados Unidos, 20% dos escolares no (primeiro grau) apresentaram, ocasionalmente, enurese noturna (o nome pelo qual os médicos identificam este fenômeno). Uma minoria, ou seja, 4% dos escolares “molham a cama” mais de 4 vezes por semana. O fenômeno é muito mais comum em meninos do que em meninas (meninos 7 a 9%, meninas 3 a 6%).


As causas que levam a criança a “molhar a cama” durante o sono podem ser originarias de distúrbios emocionais. É bem conhecido o fato de que, para uma criança em idade escolar, o nascimento de um irmão ou uma irmã leva a atitudes de “ciúmes”, sensação de perda da exclusividade de ter os pais só para si, o “seu” espaço na casa terá de ser dividido e, mesmo com toda a preparação da criança durante a gravidez, os sintomas emotivos surgem no decorrer do nascimento, da amamentação e do desenvolvimento do irmão (irmã). Havendo uma causa orgânica, por exemplo, uma bexiga de baixa capacidade de armazenamento, a criança passará a não controlar a emissão de urina à noite. Pais pouco compreensivos, mal informados, ou que não falam com o pediatra, podem piorar a situação, zangando-se com a criança, chamando-a de nomes impróprios, apontando a vergonha de ter a cama molhada, enfim, piorando o sentimento de culpa da criança. Outro rude golpe emocional para criança é a separação dos pais, o fato dos pais darem mais sinais de afeto e amor a outro irmão (irmã) criando um ambiente emocional predisponente a uma manifestação física – a enurese.