Geraldo Medeiros
Obtenção de células tronco
As células tronco são reconhecidas como uma alternativa terapêutica futura para várias moléstias (diabetes, neuropatias, defeitos congênitos, moléstias genéticas). Muito se tem debatido a respeito de como obtê-las, nas razões éticas de serem utilizadas, nas possibilidades ainda incipientes de renovarem tecidos “doentes” como miocárdio, células hepáticas alteradas, reconstrução de nervos, outras alterações neurológicas bem como várias outras aplicações potenciais em diversos setores do corpo humano.Apesar dos biólogos e médicos reconhecerem que as células tronco têm um enorme potencial de aplicações, existem barreiras legais e éticas para a obtenção deste material biológico. Como se sabe, o enorme desenvolvimento da Reprodução Assistida, em Clínicas especializadas em Fertilidade Humana, teve como conseqüência, a progressiva elevação de embriões humanos conservados em nitrogênio líquido, em temperaturas muito baixas e que ficam por tempo indefinido aguardando solução. O que fazer com os embriões humanos? Legalmente não se pode destruí-los. Razões religiosas, éticas e legais ainda não permitem o uso destes embriões para obtenção de células tronco. É possível, segundo especialistas, que apenas parte do embrião humano possa ser retirado, as células tronco obtidas cultivadas e eventualmente utilizadas, mas mesmo tal proposta é, ainda, discutível e controversa.

